Venda de remédios em supermercados altera dinâmica do setor farmacêutico

Lei nº 15.357/2026 impulsiona competição entre supermercados e farmácias, destacando confiança e especialização como diferenciais

Venda de remédios em supermercados altera dinâmica do setor farmacêutico
Marcos Colares, CEO do grupo DPSP, em entrevista sobre o impacto da nova lei. Foto: É Negócio, com Marcos Colares — Foto:   • É Negócio, com Marcos Colares

Lei de 2026 autoriza venda de remédios em supermercados, redefinindo competição no setor farmacêutico com foco em confiança e especialização.

Impacto da venda de remédios em supermercados no setor farmacêutico brasileiro

A venda de remédios em supermercados, autorizada pela Lei nº 15.357/2026 e publicada em março no Diário Oficial da União, tem provocado mudanças significativas no mercado farmacêutico. Marcos Colares, CEO do grupo DPSP, que engloba as Drogarias São Paulo e Pacheco, afirma que essa legislação abre espaço para uma nova competição, mas destaca que o diferencial das farmácias tradicionais permanece na confiança e especialização.

Esse marco legal permite que supermercados optem por administrar farmácias próprias ou firmar contratos com redes farmacêuticas licenciadas, mantendo as mesmas exigências regulatórias que se aplicam às drogarias convencionais. O objetivo principal é ampliar o acesso da população aos medicamentos sem comprometer a segurança e a qualidade.

Marcos Colares analisa as vantagens das redes farmacêuticas tradicionais

Segundo Colares, a experiência e o relacionamento construído ao longo de anos com os clientes são pilares fundamentais para as redes farmacêuticas. Ele enfatiza que o cuidado com a saúde é uma atividade complexa e diferenciada do varejo comum, o que confere às farmácias especializadas uma vantagem competitiva importante.

Além disso, o CEO ressalta que as marcas de farmácias possuem um vínculo de confiança que não se constrói rapidamente, elemento que continuará sendo decisivo frente à entrada dos supermercados no segmento. Essa visão aponta para um mercado em que qualidade e proximidade serão essenciais para manter a preferência dos consumidores.

Modelos permitidos e restrições para supermercados na venda de medicamentos

A nova lei estabelece que supermercados podem escolher entre administrar diretamente as farmácias ou contratar redes farmacêuticas já licenciadas para operar dentro de suas instalações. Essa flexibilidade busca estimular a concorrência, porém, com rigorosos controles para evitar riscos à saúde pública.

Uma das regras é que os medicamentos não poderão ser expostos junto a outros produtos do supermercado, garantindo um ambiente controlado e adequado para o atendimento farmacêutico. Essa medida reforça a preocupação das autoridades em preservar os padrões sanitários vigentes.

Desafios estruturais e oportunidades para parcerias entre supermercados e farmácias

Colares reconhece a existência de farmácias operando dentro de supermercados atualmente, o que demonstra a viabilidade de parcerias entre esses setores. Porém, ele aponta que a limitação de espaço em muitos supermercados de bairro pode restringir a instalação de farmácias completas, dificultando uma expansão massiva.

Esse contexto abre caminho para modelos colaborativos, nos quais supermercados e redes farmacêuticas possam aproveitar suas forças complementares. A combinação da capilaridade dos supermercados com a expertise farmacêutica pode beneficiar consumidores, desde que respeitados os critérios legais e de qualidade.

Conclusão: confiança e especialização como fatores-chave no novo cenário

A autorização para venda de remédios em supermercados redefine a competição no setor farmacêutico, mas não elimina as vantagens das farmácias tradicionais. A especialização no atendimento, o cuidado com a saúde e a relação construída com os clientes são fatores que continuam a garantir a relevância das redes farmacêuticas.

Enquanto supermercados ganham espaço com modelos flexíveis, a manutenção da qualidade e segurança no fornecimento de medicamentos permanece uma prioridade. A expectativa é que essa nova configuração proporcione maior acesso ao consumidor sem comprometer a excelência do serviço farmacêutico.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte:   • É Negócio, com Marcos Colares