Operação Narco Fluxo desarticula rede de lavagem de dinheiro envolvendo músicos e influenciadores a partir de dados do iCloud

Operação Narco Fluxo usou backup do iCloud para mapear esquema bilionário de lavagem liderado por MC Ryan SP e influenciadores.
Como o backup do iCloud foi fundamental para a investigação
A “Operação Narco Fluxo”, deflagrada em 15 de abril de 2026, utilizou o backup do sistema iCloud do celular do contador Rodrigo Morgado para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Essa tecnologia de armazenamento na nuvem forneceu dados cruciais que comprovaram a articulação entre os suspeitos, mostrando mensagens e transações recentes que facilitaram o trabalho da Polícia Federal.
A participação de MC Ryan SP como líder do esquema criminoso
MC Ryan SP foi identificado como o líder da organização, utilizando sua projeção pública e base de seguidores para legitimar seu patrimônio. Ele teria implementado mecanismos de blindagem patrimonial, como transferir empresas para familiares e usar “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos. Essa estratégia dificultava o rastreamento dos valores provenientes do tráfico de drogas e de apostas ilegais.
A rede de influenciadores e empresas de fachada na lavagem de dinheiro
Além de MC Ryan SP, influenciadores como Poze do Rodo e o dono da página Choquei foram presos por envolvimento no esquema. A investigação apontou que o grupo utilizava o setor de entretenimento para ocultar recursos. Empresas de fachada foram identificadas, e colaboradores da organização criminosa foram mapeados, o que demonstrou a complexidade e autonomia do grupo.
O impacto dos dados financeiros e a atuação do Coaf na operação
A cooperação entre a Polícia Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi decisiva. A análise cruzada dos dados do iCloud com relatórios financeiros permitiu rastrear movimentações bancárias suspeitas e identificar a estrutura do esquema. A confirmação de atividades até dezembro de 2025 demonstrou que os crimes eram recentes, justificando as prisões preventivas.
Resposta das defesas e implicações legais
As defesas dos presos informaram que ainda não tiveram acesso aos procedimentos sigilosos e negaram envolvimento em atividades ilícitas. A defesa do contador Rodrigo Morgado ressaltou que sua atuação é legal e técnica, destacando que a conversão de criptomoedas em reais não configura crime. As defesas afirmam confiança na justiça para esclarecer os fatos e comprovar a inocência dos envolvidos.
Considerações finais sobre o uso da tecnologia no combate ao crime organizado
Essa operação exemplifica como a tecnologia, especialmente o armazenamento em nuvem, pode ser uma ferramenta crucial para desmantelar organizações criminosas complexas. A investigação evidenciou a evolução das estratégias ilícitas para ocultar ativos, exigindo respostas igualmente sofisticadas dos órgãos de controle e investigação.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: MC Ryan SP preso na manhã desta quarta-feira (15) pela Polícia Federal





