Presidente brasileiro ressalta que o mundo não permite que EUA ameacem países como Irã, Cuba e Venezuela

Lula reafirma que o mundo não autoriza Trump a ameaçar países como Irã, Cuba e Venezuela, ressaltando a importância da soberania nacional.
Lula critica a política externa agressiva do presidente Trump
Em entrevista ao jornal espanhol El País, publicada em 16 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mundo não dá direito a Donald Trump para ameaçar países como Irã, Cuba e Venezuela. Lula destacou que o presidente dos Estados Unidos não pode simplesmente acordar e decidir impor ameaças ou pressões unilaterais, pois nem a Constituição americana nem a carta da Organização das Nações Unidas autorizam tais intervenções. O presidente brasileiro reforçou que a soberania dos países deve ser respeitada integralmente.
Riscos de uma terceira guerra mundial pelo agravamento das tensões internacionais
Lula alertou que a escalada de ameaças e intervenções pode levar a uma nova guerra mundial, que seria uma tragédia muito mais severa do que a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, se os países continuarem adotando posturas agressivas, como a de Trump de “levantar de manhã e atirar contra qualquer um”, o conflito global poderá se tornar realidade. O comentário ressalta a necessidade urgente de lideranças políticas responsáveis que priorizem a paz e o diálogo entre as nações.
Condenação do bloqueio econômico prolongado contra Cuba
O presidente brasileiro condenou o embargo econômico que dura quase sete décadas contra Cuba, destacando a incoerência de manter um bloqueio severo por tanto tempo. Lula ressaltou que se há preocupação com o povo cubano, deveria haver também com outras nações em crise, como o Haiti. Ele destacou que o bloqueio prejudica a capacidade de Cuba de receber alimentos, combustível e energia essenciais para sua população e defendeu a necessidade de oportunidades para que o país possa melhorar sua situação interna.
Definição sobre a situação política na Venezuela e o papel dos EUA
Lula declarou que o governo brasileiro apoia a realização das eleições previstas para julho de 2024 na Venezuela e a aceitação do resultado para garantir a paz no país vizinho. Ele criticou a ideia de que os Estados Unidos poderiam “administrar” a Venezuela, ressaltando que a soberania do país deve ser respeitada. A posição aponta para o reconhecimento da importância do processo democrático e da autonomia política das nações latino-americanas.
Relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após tarifas de exportação
O presidente mencionou as negociações que levaram à retirada das tarifas de 40% impostas por Trump sobre produtos brasileiros entre abril e agosto de 2025. Ele destacou que dois chefes de Estado não precisam concordar ideologicamente, mas devem atuar em defesa dos interesses nacionais. A decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro de 2026, de derrubar o “tarifaço” imposto reforça a importância do diálogo e da cooperação econômica bilateral.
A análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra uma visão crítica das ações unilaterais e intervencionistas adotadas pelos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump, ressaltando a necessidade do respeito à soberania nacional, da responsabilidade dos grandes países na manutenção da paz mundial e do fortalecimento das relações baseadas no diálogo e na cooperação internacional.





