Levantamento revela que endividamento no Brasil é disseminado e composto por múltiplas dívidas pequenas, impactando consumo e economia

Brasil tem 27,5 milhões de inadimplentes com dívidas médias de R$ 1,1 mil, refletindo endividamento recorrente e múltiplas pequenas pendências.
Perfil e dimensão da inadimplência recorrente no Brasil
A inadimplência recorrente afeta 27,5 milhões de brasileiros, segundo levantamento da Assertiva obtido em 2026. Com uma média de dívidas próximas a R$ 1,1 mil, esse grupo foi consultado 57,3 milhões de vezes ao longo de 2025, cerca de duas consultas por pessoa, evidenciando a dificuldade de sair dessa condição. O perfil dos inadimplentes é equilibrado entre homens (50,74%) e mulheres (49,26%), com maior concentração na faixa etária de 36 a 45 anos (22,77%).
Dinâmica das dívidas e impacto no orçamento familiar
Os dados apontam que as dívidas costumam ser pequenas e múltiplas, refletindo compromissos cotidianos mais do que grandes financiamentos. Consumidores com uma única dívida têm valor médio de R$ 1.167,67, enquanto aqueles com várias dívidas apresentam valores individuais menores, como R$ 813,40 para duas pendências. Essa dispersão indica um padrão de superendividamento que limita o poder de consumo e restringe o acesso ao crédito.
Efeitos econômicos da inadimplência disseminada
Essa realidade estrutural gera um impacto direto na economia nacional, uma vez que consumidores negativados tendem a reduzir gastos e poupar menos. Isso desacelera a recuperação do consumo, que é um motor fundamental do crescimento econômico. O Banco Central reporta recorde de R$ 171,4 bilhões em operações de crédito com atrasos superiores a 90 dias, refletindo a difícil situação financeira de grande parte da população.
Medidas governamentais para renegociação e prevenção do endividamento
Diante desse contexto, o governo está finalizando a elaboração do programa Desenrola 2.0, que deve oferecer descontos nas dívidas e criar mecanismos para evitar que os beneficiários retornem à inadimplência. Entre as propostas está a restrição ao acesso a linhas de crédito caras, como rotativo do cartão e cheque especial, além de incentivos à educação financeira para preservar a estabilidade econômica das famílias.
Considerações finais sobre o cenário da inadimplência no Brasil
O endividamento recorrente e a multiplicidade de pequenas dívidas sugerem uma crise estrutural que atinge milhões de brasileiros em idade ativa. A pressão financeira constante compromete o poder de compra e a qualidade de vida dos trabalhadores, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes para renegociação e prevenção do superendividamento.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Peter Dazeley / Getty Images





