Operação Compliance Zero avança com prisões, bloqueios e suspeitas de corrupção envolvendo Banco Master e BRB

Operação Compliance Zero completa cinco meses com bloqueio de R$ 29 bilhões e 14 prisões, investigando fraudes no Banco Master e BRB.
Panorama geral da Operação Compliance Zero e seus impactos
O Caso Master completa cinco meses desde o início da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master e no Banco de Brasília (BRB). Desde 18 de novembro de 2025, o caso acumulou o bloqueio de aproximadamente R$ 29 bilhões e a execução de 14 mandados de prisão. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Cunha, figura central das investigações, foi preso e aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a manutenção da sua prisão.
A operação é notória por revelar um esquema complexo de corrupção e fraudes financeiras envolvendo agentes públicos e privados. As suspeitas começaram com irregularidades em operações de compra e venda de créditos entre o Banco Master e o BRB, mas evoluíram para indícios de corrupção, obstrução de justiça e ameaças contra jornalistas.
Detalhes das fases da investigação e medidas judiciais
A operação é dividida em quatro fases distintas, cada uma com foco e procedimentos específicos. A primeira fase, em novembro de 2025, concentrou-se nas fraudes financeiras em operações entre o Master e o BRB, culminando em cinco prisões preventivas, incluindo do banqueiro Daniel Vorcaro, e bloqueio inicial de R$ 1,3 bilhão.
Na segunda fase, as investigações ampliaram-se para fraudes em fundos de investimento e estruturas financeiras complexas, resultando em 42 mandados de busca e apreensão e prisão temporária do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Essa etapa bloqueou R$ 5,7 bilhões.
A terceira fase abordou obstrução de justiça, corrupção e ameaças violentas, com quatro prisões preventivas e bloqueio elevado para R$ 22 bilhões. Entre os presos estava Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que faleceu após atentado contra a própria vida na cela.
A quarta fase, deflagrada em 17 de abril de 2026, focou na atuação do BRB, com dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. O ex-presidente Paulo Henrique Cunha foi detido e transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Relações entre Banco Master, BRB e agentes públicos investigados
As investigações apontam que o esquema envolvia a compra fraudulenta de carteiras de crédito utilizando ativos inexistentes para justificar a aquisição pelo BRB, banco estatal ligado ao Governo do Distrito Federal. Documentos indicam que Cunha teria recebido imóveis como propina para viabilizar essas operações.
Além disso, servidores do Banco Central foram afastados sob suspeita de repassar informações privilegiadas e prestar consultoria informal ao Banco Master. O envolvimento de agentes públicos representa um agravante na complexidade do caso e na apuração dos crimes.
Crises e desafios jurídicos na condução do Caso Master
O STF teve papel decisivo na autorização e controle das fases da operação, mas enfrentou turbulências internas. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após críticas relacionadas ao sigilo máximo imposto sobre o material apreendido e ligações financeiras controversas envolvendo familiares dele e fundos ligados ao Banco Master.
Com a substituição pela ministra André Mendonça, a investigação avançou para fases posteriores, com maior abrangência e aprofundamento das provas. A atuação da Polícia Federal também foi determinante para o avanço das apreensões e prisões.
Perspectivas futuras e possíveis desdobramentos na investigação
Há expectativa de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresente uma delação premiada robusta ao STF, prevista para maio de 2026. Tal colaboração pode envolver figuras dos Três Poderes e ampliar significativamente o alcance da investigação.
A continuidade das apurações pode revelar novas conexões e operadores do esquema, reforçando a importância de mecanismos eficazes de controle e transparência no sistema financeiro nacional e no setor público.
A complexidade e magnitude do Caso Master refletem desafios estruturais no combate à corrupção e fraudes financeiras, evidenciando a necessidade de coordenação entre as instituições responsáveis pela investigação e controle.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Banco Master





