Governador interino do Rio intensifica pente-fino na estrutura do governo e já soma mais de 450 exonerações

Ricardo Couto exonera quase 100 cargos em um dia no RJ, totalizando mais de 450 cortes na máquina pública estadual.
Ricardo Couto exonera quase 100 cargos em ação de reorganização no RJ
Ricardo Couto exonera cargos RJ com uma medida que impactou quase 100 servidores na última sexta-feira (17), dentro de um movimento maior que já soma mais de 450 desligamentos na estrutura do governo do Rio de Janeiro. A ação concentra-se principalmente na Secretaria de Governo e na Casa Civil, como parte de um pente-fino para revisar contratos, serviços e folhas salariais do Palácio Guanabara.
O governador interino defende que essas exonerações são essenciais para o combate ao inchaço da máquina pública estadual. Flávio de Araújo Willeman, novo secretário da Casa Civil e vice-presidente do Flamengo, foi escolhido para liderar esse processo de racionalização, reforçando o compromisso com a eficiência administrativa.
Extinção de subsecretarias e suspensão de contratações para ajustar despesas
Em paralelo ao corte de cargos, o governo extinguiu três subsecretarias dentro da Casa Civil: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Essas pastas, criadas ou alteradas entre 2024 e 2025, foram consideradas dispensáveis para a atual reorganização do Palácio Guanabara.
Além disso, houve suspensão por 30 dias de todos os processos de contratações e licitações em curso na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas, na Secretaria de Estado das Cidades e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). A medida visa adequar a execução orçamentária à realidade financeira do estado e conter gastos desnecessários.
Aval do STF e mudanças estratégicas na gestão estadual
Com o aval do Supremo Tribunal Federal para exercer plenos poderes, Ricardo Couto promoveu mudanças significativas nas principais pastas do governo. Entre os desligamentos recentes, estão Rodrigo Abel, então secretário-chefe de Gabinete e aliado próximo de Cláudio Castro, e Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, presidente interino do Rioprevidência, que foi afastado após recomendação do Ministério Público do Rio de Janeiro em investigação envolvendo investimentos de alto risco.
Agnaldo Ballon, presidente da Cedae, também foi exonerado, reforçando o direcionamento para limpar e reorganizar setores críticos. O Tribunal de Contas do Estado já investigava aplicações da Cedae no Banco Master, que envolviam cerca de R$ 200 milhões.
Solicitação de transparência e controle sobre contratos e servidores
Além dos cortes, o governo publicou um ato normativo que exige que todos os órgãos estaduais informem detalhadamente os contratos em vigor, seus prazos, serviços prestados e valores. Também foi requisitado o levantamento do quadro funcional, incluindo servidores e cargos extras, em todas as secretarias, autarquias e empresas públicas. O prazo para envio dessas informações é de 15 dias, reforçando a busca por transparência e eficiência.
Impacto e perspectivas para a máquina pública do Rio de Janeiro
As medidas tomadas pelo governador Ricardo Couto refletem um esforço intenso para racionalizar a estrutura administrativa do estado em um momento de desafios financeiros. A reorganização pode servir como modelo para outras gestões que enfrentam pressões para reduzir gastos públicos sem comprometer a prestação de serviços à população.
Entretanto, a profundidade das exonerações e mudanças também pode gerar impactos políticos e operacionais, demandando acompanhamento atento das consequências a médio prazo na administração fluminense.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Desembargador Ricardo Couto de Castro • AMAERJ





