Gato-do-mato-pequeno é filmado pela primeira vez no perímetro urbano de Porto Alegre

Registro raro do menor felino selvagem do Brasil na Reserva Biológica do Lami reforça importância da conservação no Rio Grande do Sul

Gato-do-mato-pequeno é filmado pela primeira vez no perímetro urbano de Porto Alegre
Imagem do gato-do-mato-pequeno registrado na Reserva Biológica do Lami, Porto Alegre. Foto: Logo CNN Nacional

O gato-do-mato-pequeno, menor felino selvagem do Brasil, foi filmado em ambiente urbano na zona sul de Porto Alegre, reforçando a necessidade de ações de preservação.

Registro do gato-do-mato-pequeno na zona sul de Porto Alegre é um marco ambiental

O gato-do-mato-pequeno foi filmado por câmeras escondidas em 5 de janeiro na Reserva Biológica do Lami, localizada na zona sul de Porto Alegre (RS). Este registro raro do menor felino selvagem do Brasil é um indicativo importante da sobrevivência da espécie em áreas urbanas e reforça a necessidade de conservação ativa. O geógrafo Alan da Costa, que realizou mestrado em Biologia Animal focado nessa espécie, destaca a raridade dos avistamentos, especialmente em ambientes urbanos.

Características e comportamento do gato-do-mato-pequeno na Mata Atlântica

O gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) pesa em média 2,38 kg e possui pelagem amarelada com manchas escuras chamadas rosetas, além de uma variação melanística com pelagem preta. Ele é um predador ágil que se alimenta de pequenos mamíferos, aves e répteis. Sua atividade é predominantemente noturna e crepuscular, adaptando-se em parte para evitar predadores maiores, como a jaguatirica. Estudos indicam que os melanísticos exploram melhor as noites de lua cheia, enquanto os com pelagem pintada são mais ativos em noites escuras.

Conservação e ameaças enfrentadas pelo menor felino selvagem do Brasil

Classificado como Vulnerável na lista da IUCN, o gato-do-mato-pequeno tem uma população estimada de cerca de 6.047 indivíduos maduros em declínio contínuo. A espécie já perdeu mais de 68% de sua área de distribuição histórica, principalmente devido à perda de habitat e atropelamentos. Esses fatores somados à baixa densidade populacional tornam a conservação urgente. O pesquisador Alan da Costa destaca que atropelamentos e destruição do ambiente são as maiores preocupações atuais para a sobrevivência do felino.

Iniciativas locais para proteção e convivência com o gato-do-mato-pequeno

O projeto Felinos do Pampa desenvolve ações integradas junto às comunidades para proteger a espécie. Entre as medidas estão a construção de galinheiros anti-predadores para diminuir a caça por retaliação, reposição de aves, sinalização para redução de atropelamentos, campanhas de vacinação e castração de animais domésticos para evitar transmissão de doenças, além do apoio em planos de manejo ambiental. Essas ações buscam minimizar o impacto humano e promover a coexistência sustentável.

Orientações para avistamento e contato com o felino em áreas urbanas

Diante de avistamentos do gato-do-mato-pequeno, recomenda-se não interferir, especialmente com filhotes que podem estar temporariamente sozinhos enquanto a mãe caça. Caso o animal seja atropelado ou esteja ferido, é importante comunicar órgãos ambientais como a Patrulha Ambiental (Patram) ou a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) no Rio Grande do Sul. O felino é naturalmente arisco e evita contato humano, o que reforça a necessidade de respeitar seu espaço para garantir sua segurança e bem-estar.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Logo CNN Nacional