Alunos e funcionários continuam a mobilização por melhores condições e ajustes na remuneração apesar de propostas da reitoria

Greve na USP segue firme com estudantes e funcionários reivindicando melhorias em condições de trabalho e permanência, mesmo após negociações.
Confira a programação completa da greve e atos previstos
23 de abril, 16h: Grande ato em conjunto com estudantes e trabalhadores, com passeata da USP até a Faria Lima.
24 de abril: Assembleia geral para avaliação da continuidade da greve e negociações com a reitoria.
Contexto e motivações da greve na USP em abril de 2026
A greve na USP, iniciada em 14 de abril, mantém sua força entre estudantes e funcionários que demandam melhorias significativas nas condições de trabalho e permanência dentro da universidade. O movimento tem foco principal na melhoria das condições dos restaurantes estudantis, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, além da defesa dos espaços estudantis e isonomia entre docentes e funcionários.
Neste cenário, a presença da reitoria liderada por autoridades que buscam o diálogo tem sido constante, mas as negociações ainda não trouxeram avanços suficientes para sanar as reivindicações. Os servidores técnicos e administrativos, representados pelo Sintusp, entregaram contrapropostas que serão discutidas em assembleias, refletindo o impasse atual.
Medidas adotadas pela reitoria da USP para valorização dos servidores
A reitoria da USP tem implementado medidas estruturais para valorizar seus servidores técnicos e administrativos, incluindo o reajuste do vale-refeição de R$ 45 para R$ 65 por dia e a atualização do vale-alimentação para R$ 2.050, além do aumento de 14,3% no auxílio-saúde. Também estão sendo avaliadas propostas como o Plano de Valorização da Qualificação, elaborado em março, que integra o plano de carreira dos funcionários.
Contudo, o calendário eleitoral de 2026 proíbe a concessão de benefícios financeiros adicionais neste ano, o que limita as possibilidades da reitoria em atender integralmente as demandas. Além disso, programas como o Renova USP e um novo sistema de mobilidade interna visam contribuir para capacitação e realocação dos servidores, especialmente aqueles com restrições de saúde ou funções em extinção.
Impacto da greve na rotina acadêmica e administrativa da USP
A paralisação afeta diretamente alunos e funcionários, com reflexos na rotina acadêmica e no funcionamento dos serviços universitários. Os estudantes têm manifestado preocupação com as condições dos bandejões e a possibilidade de privatização, enquanto os funcionários reclamam de condições de trabalho que consideram insatisfatórias.
Levantamentos internos indicam que, entre 86 unidades e órgãos administrativos, 17 apresentaram adesão moderada a alta à paralisação, apesar de 69 registrarem baixa ou nenhuma adesão. Essa divisão interna demonstra complexidade na negociação e na busca por soluções que atendam todos os segmentos da USP.
Perspectivas para a continuidade e resolução do movimento grevista
Com a definição de novas assembleias e atos públicos, a greve na USP permanece como um desafio para a gestão universitária, que terá que equilibrar restrições legais e demandas sociais para buscar uma solução. O comando de greve sinaliza a continuidade da mobilização diante da insuficiência de avanços nas negociações, e o diálogo entre representantes da reitoria, servidores e estudantes será fundamental para o desfecho do conflito.
A próxima reunião marcada para o dia 23 de abril será decisiva para estabelecer os próximos passos do movimento e avaliar a possibilidade de retorno às atividades normais ou a manutenção da paralisação.
A greve na USP em abril de 2026 reforça a importância do diálogo aberto e da valorização das condições de trabalho e permanência em universidades públicas, refletindo questões que envolvem não apenas a comunidade acadêmica, mas também políticas públicas e restrições legais vigentes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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