Cultivo de abobrinha gera mais de 100 milhões no Paraná em 2024

Produção de abobrinha no Paraná atinge valor bruto superior a R$ 101 milhões e destaca o estado como quarto maior produtor nacional

Cultivo de abobrinha gera mais de 100 milhões no Paraná em 2024
Cultivo de abobrinha em área agrícola do Paraná. Foto: Arquivo AEN

O cultivo de abobrinha no Paraná movimentou R$ 101,6 milhões em 2024, reforçando o estado como quarto maior produtor nacional da hortaliça.

Confira a programação da produção de abobrinha no Paraná em 2024

358 municípios: Cultivo de abobrinha presente em todo o estado
Área total: 2,9 mil hectares dedicados à produção
Colheita: 50,5 mil toneladas de abobrinha
Valor bruto da produção: R$ 101,6 milhões
Núcleo regional de Curitiba: 56,2% da produção estadual (28,4 mil toneladas)
Principais municípios: Cerro Azul (4,8 mil toneladas), São José dos Pinhais e Colombo

  • Outros destaques: Londrina (6,9%) e Maringá (6,2%) da produção estadual

Impactos econômicos do cultivo de abobrinha no agronegócio paranaense

O cultivo de abobrinha no Paraná destaca-se como uma importante fonte de renda para o setor agrícola estadual, movimentando R$ 101,6 milhões em 2024. O valor expressivo reforça a posição do estado como o quarto maior produtor nacional, com 9,3% da colheita do país. A ampla distribuição em 358 municípios evidencia a capilaridade dessa cultura, que contribui para o dinamismo econômico local e regional.

A concentração na região de Curitiba, especialmente em municípios como Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo, corrobora para o desenvolvimento do agronegócio e para a geração de empregos no setor rural. O forte desempenho financeiro também é reflexo do planejamento agrícola e das condições climáticas favoráveis em determinadas regiões, que têm potencializado a produtividade.

Desafios climáticos e variações nos preços da abobrinha no Paraná

A recente estiagem que atingiu o Paraná impactou diretamente o cultivo de abobrinha, provocando redução na oferta e consequente alta de preços. Nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), o aumento foi de 33,3%, com a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingindo R$ 80,00, contra R$ 60,00 anteriormente. Essa oscilação demonstra a sensibilidade do mercado às condições climáticas e às variações de oferta.

Segundo analistas do setor, como o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, a cultura da abobrinha é resiliente e ocorre durante todo o ano. O aumento dos preços costuma ser mais frequente entre maio e julho, período de menor produção. Caso as chuvas não se regularizem, a tendência é de manutenção dos preços elevados no curto prazo, seguidos por redução no segundo semestre com o retorno da produtividade normal.

Panorama das principais culturas agrícolas e exportações no Paraná

Além da abobrinha, o agronegócio paranaense mantém forte protagonismo em outras culturas, como a soja e a carne bovina. No primeiro trimestre de 2026, o complexo soja registrou exportações de 3,41 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 1,47 bilhão, com crescimento de 2% no faturamento, mesmo com leve queda de 4% no volume. A China permanece como o principal mercado importador, absorvendo 58% das vendas.

Por outro lado, a produção de trigo volta seu foco quase integralmente para o mercado interno, devido à alta demanda local e redução da área plantada, produzindo 2,87 milhões de toneladas em 2025, com exportações quase nulas. Quanto à carne bovina, o Paraná acompanhou o desempenho nacional com exportações significativas em março, totalizando 3,6 mil toneladas e receita superior a US$ 20 milhões, também com a China como maior destino.

Perspectivas para o cultivo de abobrinha e demais setores agrícolas no Paraná

O cultivo de abobrinha no Paraná demonstra solidez e capacidade de adaptação, mesmo diante de adversidades climáticas. A expectativa é que o setor se normalize com a retomada das chuvas e a manutenção das práticas agrícolas adequadas. A diversidade de produção e a presença em centenas de municípios fortalecem a cadeia produtiva e o impacto econômico para o estado.

Além disso, o desempenho positivo das exportações de soja e carne bovina, aliado ao mercado interno robusto para o trigo, indica um cenário promissor para o agronegócio paranaense. Investimentos em tecnologia, infraestrutura e políticas públicas continuarão sendo fundamentais para ampliar a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola na região.