Alta de 4,33% no algodão em pluma é puxada pelo mercado externo no Brasil

Valorização da fibra reflete demanda internacional e condições positivas para a safra 2025/26

Alta de 4,33% no algodão em pluma é puxada pelo mercado externo no Brasil
Cultivo de algodão em pluma no Brasil com boas condições para safra 2025/26 Foto: Divulgação/Agritech

Preço do algodão em pluma sobe 4,33% em abril impulsionado por mercado externo e boas condições climáticas no Brasil.

Mercado externo sustenta alta de 4,33% no algodão em pluma no Brasil

Em abril de 2026, o algodão em pluma no Brasil registrou um aumento de 4,33% nas cotações, alcançando o valor de R$ 408,71 por libra-peso no mercado interno. Esse movimento é diretamente impulsionado pelo fortalecimento do mercado externo, que tem pressionado os vendedores nacionais a manterem preços mais elevados. O CEPEA destaca que esta valorização reflete a firme postura dos cotonicultores, que acompanham o bom desempenho da demanda internacional.

Desenvolvimento positivo das lavouras influencia expectativa dos produtores

Os cotonicultores brasileiros têm observado com otimismo o desenvolvimento das lavouras para a safra 2025/26, beneficiadas por condições climáticas favoráveis até o momento. Essa situação contribui para a confiança em novas negociações no setor, apesar da liquidez limitada. Alguns produtores focam no cumprimento de contratos a termo, enquanto outros já buscam aproveitar o momento para ampliá-los.

Diferenças regionais na valorização do algodão em pluma

Dados do IMEA revelam que a cotação da pluma subiu de R$ 119,39 para R$ 122,93 por arroba em Mato Grosso, uma alta de 2,97% em abril. Já na Bahia, segundo a Aiba, o preço saltou de R$ 119,00 para R$ 128,25 por arroba, representando uma valorização de 7,77%. Essas variações indicam que a valorização do algodão é influenciada por dinâmicas locais, refletindo diferentes condições de mercado e produção.

Impacto da oferta e demanda na formação dos preços domésticos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima as estimativas da safra 2025/26, projetando produção de 3,84 milhões de toneladas, com oferta total de 6,58 milhões de toneladas. A demanda foi ajustada levemente para 3,96 milhões de toneladas, com o consumo interno em 730 mil toneladas. Essa combinação resulta em aumento dos estoques para 2,63 milhões de toneladas, o que pode gerar pressões baixistas no mercado local, apesar da valorização observada.

Desafios na negociação entre compradores e vendedores da fibra

Embora os preços do algodão em pluma tenham subido, a liquidez limitada indica dificuldades na aproximação entre vendedores e compradores. Enquanto as indústrias avaliam a capacidade de repassar os custos aos produtos finais, os comerciantes preferem operações específicas para cumprir a programação de entrega. Essa dinâmica ressalta a complexidade do mercado interno em meio às influências externas e às condições da safra.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Divulgação/Agritech