Especialistas revelam caminhos para incentivar a leitura entre crianças e adolescentes em meio à tecnologia

Incentivar o hábito de formar leitores na era digital exige estratégias que integrem o físico e o digital, tornando a leitura prazerosa e relevante.
Formação de leitores na era digital exige integração entre mídia física e digital
Formar leitores na era digital é um desafio contemporâneo que exige repensar as estratégias tradicionais. Em abril, mês do Dia Mundial do Livro (23), especialistas enfatizam que o caminho está em integrar o livro físico e o ambiente digital, tornando a leitura relevante para crianças e adolescentes. Maria Cardoso, diretora da Educação Infantil do Programa Regular na Escola Móbile, destaca que o contato precoce com livros desenvolve o interesse espontâneo pela leitura, fator decisivo para o sucesso na alfabetização e para a formação de indivíduos críticos e criativos.
Importância da representatividade e conexão com o universo do leitor
A identificação do leitor com as narrativas é crucial para formar leitores na era digital. Laís Martins, coordenadora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental do Fibonacci Sistema de Ensino, afirma que a leitura deve refletir as experiências pessoais da criança para despertar o interesse genuíno. Fabiana Santana, assessora pedagógica do programa Líder em Mim, complementa que personagens e contextos familiares fortalecem a autoestima e o senso de pertencimento, essenciais para o engajamento na leitura.
Papel da família e escola no estímulo ao hábito de ler
Beatriz Tostes, coordenadora da Biblioteca da Beacon School, ressalta que o exemplo dos pais é determinante para formar leitores na era digital. Rosane Cesari, do Colégio Rio Branco, reforça a necessidade de equilibrar o consumo entre telas e livros físicos, destacando a importância da leitura profunda para desenvolver o pensamento crítico. Esse equilíbrio é fundamental para que a leitura deixe de ser vista como obrigação e se torne fonte de prazer.
Estratégias para integrar o digital sem eliminar o livro físico
Jalman Lima, gestor de Negócios Acadêmicos da Casio Educação, aponta que o digital amplia o acesso e a descoberta de obras literárias, facilitando o contato com o texto. Victor Haony, da Mind Makers, explica que iniciar o hábito com livros físicos e depois introduzir o digital ajuda a utilizar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem. Vinícius Fernandes, do programa Eduall, destaca o potencial do ambiente digital para incentivar a leitura em outros idiomas, com recursos como pronúncia e definição de palavras.
Escolha de livros adequados à faixa etária e repertório cultural
A escolha criteriosa de obras é fundamental para manter o interesse pela leitura ao longo do desenvolvimento. Especialistas do grupo editorial Multiverso das Letras indicam que livros devem estimular conexões neurais, equilíbrio entre ludicidade e aprendizado e, na pré-adolescência, abordar temas de identidade e diversidade. Alessandra Santos, pedagoga na Amplia Plataforma de Ensino, observa que o repertório cultural e as experiências pessoais influenciam a aceitação do livro, que deve provocar reflexão e curiosidade.
Incentivos culturais para estimular a produção e o consumo literário
Vinicius de Paula, diretor do Colégio Liceu Paster Start Trilingual School, destaca a importância de concursos e clubes de leitura, focados no desenvolvimento do hábito, não apenas na competição. O Prêmio Multiverso de Literatura, criado pelo grupo editorial Multiverso das Letras, exemplifica a iniciativa para valorizar a produção literária e compreender os perfis dos leitores atuais, reafirmando a importância cultural da literatura.
Leitura como fonte de prazer e desenvolvimento pessoal
Jessica Lindhorst, professora do ensino fundamental, enfatiza que permitir a escolha do que se lê é essencial para formar leitores na era digital que tenham o hábito consistente da leitura. O estímulo deve ser positivo e livre, para que o livro seja percebido como um mediador de diálogos e não como uma obrigação, promovendo o desenvolvimento intelectual e emocional das crianças e adolescentes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





