Ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais busca desarticular redes criminosas com uso de tecnologia e inteligência

Operação na Bahia busca apreender celulares em nove presídios para combater redes criminosas que atuam dentro e fora do sistema prisional.
Contexto e objetivos da operação na Bahia
A operação na Bahia, realizada nesta sexta-feira (24), tem como foco a apreensão de celulares em nove presídios estaduais. Essa ação faz parte de um esforço coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e conta com a participação da Polícia Penal da Bahia e do Ministério da Justiça. O objetivo principal é desarticular redes criminosas que utilizam aparelhos celulares para manter comunicação e controlar atividades ilícitas dentro e fora dos presídios. Glautter Morais, diretor de inteligência penal da Senappen, é um dos responsáveis pela coordenação da operação.
Estratégias tecnológicas e policiais para combater o crime organizado
A operação na Bahia emprega recursos tecnológicos avançados e protocolos operacionais orientados por inteligência para localizar e apreender os aparelhos. Policiais penais federais e estaduais estão mobilizados para cumprir mandados e realizar buscas nos estabelecimentos penais selecionados. O uso da tecnologia permite identificar sinais e aparelhos ilegais mesmo em ambientes de alta segurança, tornando possível a retirada desses dispositivos que facilitam a comunicação ilícita e o controle do crime organizado.
Impacto dos celulares no sistema prisional brasileiro
Entre 2023 e 2026, quase 8 mil celulares foram encontrados em presídios de todo o Brasil durante operações semelhantes, o que evidencia a dimensão do problema. A presença desses dispositivos facilita a organização de crimes, a fuga de presos e a manutenção do poder de facções dentro dos sistemas penitenciários. Além dos celulares, armas e bebidas alcoólicas também são apreendidas frequentemente, agravando os desafios para a segurança pública e a gestão prisional.
Continuidade da operação e abrangência nacional
Esta ação na Bahia representa a primeira fase de uma operação maior, que prevê a realização de outras cinco fases em diferentes regiões do país. A coordenação nacional busca uniformizar procedimentos e fortalecer a fiscalização nos presídios de várias unidades federativas, ampliando a eficácia das apreensões e dificultando o uso de aparelhos eletrônicos pelos detentos. O balanço final dos aparelhos apreendidos será divulgado pela Senappen ainda nesta sexta-feira, reforçando a transparência e o acompanhamento das ações.
Desafios e perspectivas para o sistema prisional brasileiro
O uso de celulares por detentos é um desafio constante para o sistema prisional, que enfrenta limitações estruturais e operacionais para controlar a entrada e circulação desses equipamentos. A operação na Bahia destaca a importância da integração entre diferentes esferas da segurança pública e o emprego de tecnologia para conter o avanço do crime organizado dentro dos presídios. A continuidade dessas ações é fundamental para reduzir a influência das facções e garantir maior segurança à população e aos agentes penitenciários.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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