Vídeos revelam rotina de traficantes antes da operação no Vidigal

Imagens captam movimentação e festas de criminosos na favela do Vidigal antes da ação policial coordenada pela Core

Vídeos revelam rotina de traficantes antes da operação no Vidigal
Casa de alto padrão usada por traficantes no Vidigal antes da operação Foto: Reprodução

Vídeos internos capturam a rotina de traficantes e festas no Vidigal horas antes da megaoperação policial coordenada pela Core.

Confira a programação da movimentação de traficantes no Vidigal antes da ação

Na última segunda-feira (20), criminosos do Comando Vermelho organizaram uma festa de aniversário de uma criança de três anos na favela do Vidigal.
O imóvel alugado tinha três pavimentos, piscina, churrasqueira e vista para as praias da zona Sul do Rio.
Câmeras internas mostraram ao longo de dois dias a presença de pelo menos 20 fuzis e a movimentação de diversos criminosos e familiares no local.
Durante a festa, houve consumo de bebidas alcoólicas e churrasco, com a presença de mulheres e crianças.
O chefe do PCE, Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, estava hospedado e acompanhado por seguranças armados.
Poucas horas antes da operação, os criminosos deixaram o imóvel, que contava com passagem secreta para a mata do morro, usada como rota de fuga.

A operação Duas Rosas II e seus objetivos contra lideranças do tráfico

A rotina de traficantes no Vidigal foi desvendada no contexto da Operação Duas Rosas II, coordenada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), com apoio do Ministério Público da Bahia e polícias civis do Rio e Bahia. O foco principal da ação foi prender 13 detentos e líderes do tráfico do extremo sul da Bahia que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em 2024. Estes fugitivos encontraram refúgio na Rocinha, sob a proteção do Comando Vermelho, que também mantinha conexões no Vidigal. A operação revelou a articulação a distância dessas lideranças e buscou desarticular suas redes criminosas.

Análise da estrutura e estratégias do tráfico no Vidigal

O uso de um imóvel de alto padrão para abrigar os criminosos indica uma tentativa do Comando Vermelho de manter conforto e segurança para seus líderes foragidos. A casa possuía três andares, piscina, churrasqueira e uma passagem secreta para a mata, permitindo rotas alternativas de fuga. A presença de pelo menos 20 fuzis revela a capacidade armada e o preparo para confrontos. Além disso, a organização de festas e reuniões com familiares e aliados demonstra uma estratégia de manutenção do poder e coesão interna do grupo, mesmo em meio a operações policiais intensas.

Impactos da operação na segurança e mobilidade na região do Vidigal

Durante a ação policial, houve fechamento total da Avenida Niemeyer próximo ao Vidigal, devido a confrontos e risco de novos tiroteios. O bloqueio afetou o trânsito e deixou centenas de turistas ilhados em mirantes na região. A operação evidenciou a tensão constante na zona Sul do Rio, impactando tanto a segurança local quanto o turismo. As autoridades reforçaram medidas para estabilizar a área e prevenir a continuidade das ações criminosas. A investigação atual busca esclarecer se houve vazamento de informações que facilitou a fuga dos principais alvos.

Prisões e buscas pela liderança do Comando Vermelho na região

Na operação, foram detidas Núbia Santos Oliveira, esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como Patola, e outros dois integrantes do grupo criminoso. Patola e Ednaldo Pereira, o Dada, são considerados líderes expressivos dentro do Comando Vermelho e seguem foragidos. As investigações continuam para localizar esses indivíduos e desarticular as redes criminosas que atuam no Vidigal e nas comunidades vizinhas. A atuação coordenada das polícias civis do Rio e Bahia, junto com o Ministério Público, demonstra o esforço conjunto para combater o tráfico inter-regional e suas ramificações.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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