Pdt questiona eleição da Alerj e fux assume relatoria do caso

Ministro Luiz Fux do STF passa a relatar ação do PDT que busca anular a votação para presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Pdt questiona eleição da Alerj e fux assume relatoria do caso
Deputado Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Foto: Alex Ramos/Alerj

Ministro Luiz Fux assume relatoria de ação do PDT que contesta eleição do deputado Douglas Ruas para presidência da Alerj por voto aberto.

Contexto da ação do PDT para anular eleição da Alerj

A ação do PDT para anular eleição da Alerj ganhou um novo capítulo em 2026, com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, assumindo a relatoria do caso. A contestação refere-se à eleição do deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, realizada em 17 de abril. O PDT argumenta que o procedimento da votação, realizada por voto aberto, comprometeu a legitimidade do processo e violou a liberdade dos parlamentares.

Detalhes da eleição e críticas ao voto aberto

Na sessão que elegeu Douglas Ruas, 45 deputados estiveram presentes e 25 ausentes, tendo sido registrados 44 votos favoráveis para o parlamentar. O PDT questiona o formato de voto aberto, defendendo que o voto secreto é essencial para assegurar a liberdade dos deputados diante de pressões políticas fortes no estado. A oposição boicotou a votação justamente por discordar do método adotado, o que acentua a controvérsia sobre a transparência e a legalidade do processo eleitoral na Alerj.

Papel do ministro Luiz Fux e implicações jurídicas

Designado relator por prevenção, um mecanismo do regimento interno do STF que evita decisões conflitantes, o ministro Luiz Fux passa a conduzir a análise da ação do PDT. Sua responsabilidade será avaliar se o voto aberto comprometeu a validade da eleição e se há necessidade de anular o resultado para garantir a integridade institucional da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A decisão terá impacto direto no equilíbrio político da casa e poderá implicar na convocação de nova eleição com voto secreto.

Crise institucional no Rio de Janeiro e consequências políticas

O episódio ocorre em meio a uma crise institucional no Rio de Janeiro, que atravessa um momento delicado com a vacância dos cargos de governador e vice-governador. Atualmente, o estado está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, o que eleva a complexidade política e jurídica da situação. A disputa na Alerj reflete esse cenário de instabilidade e acirramento das tensões políticas locais.

Repercussão e próximos passos do processo

Com a ação do PDT em andamento no STF, o futuro político da presidência da Alerj está em aberto. Caso o ministro Luiz Fux acate o pedido de anulação, será necessária a realização de uma nova eleição para a Mesa Diretora, desta vez assegurando o voto secreto para preservar a liberdade de escolha dos parlamentares. O desfecho do processo servirà como importante precedente para questões futuras relacionadas a eleições internas em assembleias e câmaras legislativas sob influência de disputas partidárias intensas.