Indicando ao STF, Jorge Messias destaca diálogo e pacificação como caminhos para solucionar disputas fundiárias e garantir justiça

Jorge Messias defende conciliação como melhor caminho para pacificar conflitos fundiários no Brasil e destaca acordo histórico com indígenas.
Jorge Messias enfatiza conciliação para conflitos por terra no Senado
No dia 29 de abril, durante a sabatina no Senado, o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu que a conciliação para conflitos por terra deve ser o método prioritário do Judiciário brasileiro. Messias ressaltou que a melhor forma de resolver os conflitos fundiários no país é por meio do diálogo e da pacificação, destacando a importância de garantir a paz social conciliando interesses divergentes.
O atual advogado-geral da União (AGU) lembrou que foi pioneiro ao assinar um acordo no STF que reconheceu o direito ao pagamento de indenização justa a um proprietário em conflito com terras indígenas no estado de Mato Grosso. Essa ação exemplifica a possibilidade de uma solução pacífica e justa que respeite tanto os direitos dos povos originários quanto dos proprietários legítimos.
Impactos da conciliação na resolução de conflitos fundiários e direitos indígenas
A proposta de conciliação para conflitos por terra aborda um dos temas mais complexos da agenda brasileira: o embate entre a proteção dos direitos indígenas e a defesa da propriedade privada. Jorge Messias destacou que não se pode transigir o que está previsto na Constituição, mas também é fundamental assegurar indenizações justas aos proprietários para evitar injustiças e garantir estabilidade jurídica.
Ele citou um exemplo histórico na região do Paraná, onde, após 40 anos de disputas, houve um acordo que garantiu os direitos dos indígenas Avá-Guarani com a compra da terra. Esse caso demonstra que o diálogo e as negociações podem superar impasses de longa duração, contribuindo para a pacificação social.
Jorge Messias defende desenvolvimento sustentável e a importância do diálogo ambiental
Durante a sabatina, o senador Jayme Campos criticou a lentidão nos processos de licenciamento ambiental, especialmente em obras estratégicas como a ferrovia Ferrogrão, que ligará o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Norte. Messias afirmou que o projeto é vital para o desenvolvimento do país e que a conciliação entre preservação ambiental e crescimento econômico é possível.
Ele afirmou que é preciso clareza nas condicionantes ambientais e no diálogo com os povos indígenas para garantir que o desenvolvimento ocorra de maneira sustentável, sem antagonismos, mas com respeito às normas ambientais e aos direitos sociais.
Posição de Jorge Messias sobre aborto e atuação no Supremo Tribunal Federal
Messias afirmou que é totalmente contra o aborto, considerando essa uma questão pessoal, filosófica e cristã, que não deve ser objeto de ativismo judicial. Ressaltou que a decisão sobre o tema é de competência exclusiva do Congresso Nacional, e que ele respeitará essa delimitação como ministro do STF.
Ele destacou que a legislação atual prevê exceções restritas ao aborto legal, como em casos de estupro, risco de vida da mãe ou anencefalia, e que sempre deve ser aplicada com humanidade e respeito às vidas envolvidas.
Defesa do Estado de Direito e pedido de prisão em atentados de 8 de janeiro
Messias foi questionado sobre a sua decisão, enquanto AGU, de solicitar a prisão dos envolvidos nos atentados contra os prédios dos Poderes em Brasília, ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que agir para preservar o patrimônio público e a democracia era um dever constitucional, e que não poderia ter agido de outra maneira sem incorrer em prevaricação.
Essa postura reafirma seu compromisso com a defesa da ordem constitucional e do Estado Democrático de Direito.
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Jorge Messias apresenta uma visão centrada na conciliação para resolver disputas fundiárias, buscando equilibrar direitos e promover a paz social. Sua ênfase no diálogo entre diferentes atores, respeito à Constituição e desenvolvimento sustentável aponta para uma abordagem pragmática e conciliadora para um dos temas mais desafiadores da política brasileira.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Lula Marques/ Agência Brasil





