Açúcar recua com pressão das exportações da Tailândia e queda do petróleo

Preços do açúcar nas bolsas internacionais caem após aumento nas exportações tailandesas e desvalorização do petróleo, impactando mercado global

Açúcar recua com pressão das exportações da Tailândia e queda do petróleo
Grãos de açúcar em destaque, ilustrando a commodity no mercado internacional

Açúcar recua nas bolsas internacionais após aumento das exportações da Tailândia e queda no preço do petróleo, afetando a oferta global.

O açúcar recua nas bolsas internacionais em 26 de maio de 2026, influenciado pelo avanço das exportações da Tailândia e pela queda prolongada do petróleo bruto. Acompanhando essa conjuntura, o mercado global reflete ajustes na oferta e demanda da commodity, afetando diretamente negociações em Nova Iorque e Londres.

Impacto da desvalorização do petróleo sobre o mercado de açúcar

A queda acentuada do petróleo reduz a competitividade do etanol em comparação aos combustíveis fósseis. Isso pode incentivar as usinas produtoras a destinar maior parcela da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar, elevando a oferta global. A desvalorização do petróleo atingiu níveis mínimos em cerca de duas semanas e meia, ampliando as perdas no setor sucroenergético. Esse cenário pressiona os preços do açúcar, que refletem a dinâmica dos combustíveis alternativos.

Avanço das exportações da Tailândia reforça oferta elevada

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações de açúcar da Tailândia cresceram 29% em relação ao ano anterior, alcançando 1,6 milhão de toneladas. Como segundo maior exportador mundial, o aumento na disponibilidade tailandesa acrescenta pressão sobre os preços internacionais. Esse crescimento reforça a percepção de oferta abundante no curto prazo, limitando movimentos significativos de recuperação das cotações.

Riscos climáticos do El Niño e seus possíveis efeitos na produção

Apesar da queda nos preços, o mercado permanece atento às condições climáticas adversas relacionadas ao fenômeno El Niño. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, com chances de persistência até o fim do ano e possibilidade de um “Super El Niño”. Essas condições podem afetar negativamente a produção nas principais regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia, trazendo incertezas para a oferta futura.

Cenário do mercado brasileiro e perspectivas para a safra

No Brasil, a liquidez do mercado de açúcar cristal permanece baixa, com compradores retraídos e expectativa de novas quedas nos preços. O Cepea aponta uma redução no ATR médio e um direcionamento maior da cana para o etanol, o que pode limitar a oferta de açúcar no curto prazo. A safra brasileira enfrenta um equilíbrio delicado entre a produção para açúcar e etanol, influenciando o ritmo das negociações e as projeções para os próximos meses.

Expectativas para o mercado internacional de açúcar

Os contratos do açúcar demerara, negociados na ICE Futures, também registram perdas, impulsionados pelo avanço das exportações tailandesas. O cenário global reflete a complexidade das variáveis que envolvem oferta, demanda, condições climáticas e preços dos combustíveis. A combinação desses fatores deve continuar determinando a volatilidade dos preços do açúcar no mercado internacional durante 2026.

Fonte: www.noticiasagricolas.com.br