A mostra reúne obras que transformam materiais hospitalares em símbolos poéticos da vulnerabilidade e persistência humana

A exposição Ressignificação, de Dulce Lysyj, estreia no Museu Casa Alfredo Andersen, transformando materiais médicos em arte poética e simbólica.
Confira a programação da exposição “Ressignificação” no Museu Casa Alfredo Andersen
14 de junho, domingo, 11h: Inauguração da exposição “Ressignificação”, de Dulce Lysyj
Até outubro de 2026: Visitação de terça a domingo, das 9h30 às 17h
Local: Sala Rotativa – Museu Casa Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme, 336 – Centro, Curitiba
Entrada: Gratuita
Contexto e significado da exposição ressignificação Dulce Lysyj no Museu Casa Alfredo Andersen
A exposição ressignificação Dulce Lysyj estreia no Museu Casa Alfredo Andersen em Curitiba no dia 14 de junho de 2026, propondo uma reflexão profunda sobre a relação entre arte, medicina e vulnerabilidade humana. A artista Dulce Lysyj, que além de artista visual é médica nefrologista, utiliza materiais típicos do universo hospitalar — como gazes, fibras de dialisadores, cateteres e tecidos clínicos — para deslocar esses objetos de suas funções técnicas para uma nova dimensão simbólica e poética.
Essa abordagem momentânea transforma instrumentos de controle, diagnóstico e reparação do corpo em testemunhos carregados de marcas afetivas, psicológicas e sociais. A ressignificação proposta por Lysyj convida o público a enxergar além da funcionalidade clínica desses materiais, percebendo-os como símbolos da fragilidade, da dor, da persistência e da resistência da vida humana diante de adversidades.
A importância da ressignificação artística dos materiais médicos na contemporaneidade
O curador Massimo Scaringella destaca que as obras de Dulce Lysyj dialogam com uma corrente de artistas que investigam o corpo como território político, ilustrando como a medicina transcende sua dimensão científica para integrar repertórios visuais, simbólicos e políticos na arte contemporânea. Instrumentos clínicos e imagens anatômicas, carregados de narrativas complexas sobre dor, cuidado e sobrevivência, são usados para questionar a aparente objetividade da ciência e revelar camadas emocionais invisíveis em experiências de adoecimento e cura.
Além disso, a exposição traz uma inovação para o Museu Casa Alfredo Andersen, ao integrar elementos contemporâneos que ampliam o diálogo do espaço histórico fundado pelo pintor Alfredo Andersen com práticas artísticas que refletem sobre a condição humana e seus desafios.
Perfil da artista Dulce Lysyj e sua convergência entre medicina e arte
Natural de Curitiba e residente no Rio de Janeiro, Dulce Lysyj desenvolve sua trajetória artística com base em suas inquietações como médica nefrologista. Sua prática artística atravessa as experiências vividas na área da saúde, traduzindo dores que ultrapassam o físico em imagens que se manifestam em múltiplos suportes e linguagens. Essa interdisciplinaridade entre a vivência clínica e a criação artística permite que suas obras tenham uma profundidade emocional e conceitual singular.
Sua pesquisa transforma o olhar sobre o corpo e a doença, propondo uma nova narrativa que transcende o diagnóstico médico e alcança dimensões afetivas, sociais e políticas.
O papel do Museu Casa Alfredo Andersen na promoção de diálogos contemporâneos na arte
Para o diretor Luiz Gustavo Vidal, o ato de criar é um antídoto contra traumas e adversidades, sendo a arte um meio que permite observar e refletir sobre a vida. A exposição ressignificação reforça a missão do Museu Casa Alfredo Andersen ao trazer para seu espaço uma perspectiva contemporânea e inovadora, que dialoga com o legado do pintor paranaense e amplia o entendimento sobre as interfaces entre arte, ciência e experiência humana.
Assim, o museu se posiciona como uma plataforma relevante para a arte que provoca reflexões atuais, ampliando seu papel cultural e social.
Visitação e informações práticas para o público
A exposição “Ressignificação” está aberta à visitação de terça a domingo, das 9h30 às 17h, na Sala Rotativa do Museu Casa Alfredo Andersen, localizado na Rua Mateus Leme, 336, no Centro de Curitiba. A entrada é gratuita, permitindo amplo acesso à obra de Dulce Lysyj e às discussões que ela provoca sobre a fragilidade e a persistência da vida humana.





