Novo decreto define teto de R$ 4 mil para ressarcimentos e reforça critérios de transparência e controle fiscal

Prefeitura de Ponta Grossa estabelece limite de R$ 4 mil para reembolso de despesas de servidores, com foco em transparência e responsabilidade fiscal.
Novo decreto estabelece regras rigorosas para reembolso de despesas em Ponta Grossa
A Prefeitura de Ponta Grossa publicou em 10 de fevereiro de 2026 o Decreto nº 26.646/2026, que regulamenta o reembolso de despesas de servidores e agentes públicos. A medida traz o foco na transparência e no controle fiscal, definindo critérios claros e limites para os ressarcimentos, importante passo para a gestão responsável dos recursos públicos. A prefeita Elizabeth Silveira Schmidt é a signatária do decreto, que já está em vigor.
Critérios e limites definidos para ressarcimentos
O decreto estipula que o reembolso de despesas só será permitido em situações excepcionais, como emergências ou quando for impossível utilizar os meios regulares de pagamento. Entre os exemplos previstos estão gastos urgentes com abastecimento ou manutenção de veículos oficiais durante deslocamentos fora da sede, e despesas de pequeno valor que exijam pagamento imediato. O texto fixa um teto máximo de R$ 4 mil por solicitação individual, proibindo também o fracionamento das despesas para burlar esse limite ou as normas licitatórias.
Procedimentos e comprovações para solicitar o reembolso
Para requerer o ressarcimento, o servidor deve protocolar o pedido pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI), apresentando uma justificativa detalhada, comprovantes originais com identificação do órgão público, atesto da chefia imediata e comprovação da compatibilidade dos preços com o mercado. O prazo para apresentação dos documentos é de até 10 dias após a realização da despesa, garantindo controle e rastreabilidade dos gastos.
Restrições quanto a despesas pessoais e planejamento
O decreto veda o reembolso de despesas pessoais ou que deveriam ser feitas por meio de processos regulares de contratação pública. Despesas recorrentes que apontem para falta de planejamento também não serão ressarcidas, incentivando a organização prévia por parte dos servidores e gestores. A norma prioriza o uso de veículos oficiais e a solicitação antecipada de recursos para evitar gastos emergenciais desnecessários.
Responsabilidades e transparência na administração pública
A autorização dos pedidos ficará sob responsabilidade do ordenador de despesas de cada unidade orçamentária, condicionada à existência de dotação e disponibilidade financeira. O decreto prevê sanções administrativas, civis e criminais para autoridades que aprovarem reembolsos em desacordo com as regras. A administração municipal destaca que a regulamentação visa alinhar os procedimentos aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e transparência, além de garantir maior segurança jurídica e controle sobre o uso dos recursos públicos.
Impactos esperados na gestão financeira municipal
Com a implementação destas novas regras, espera-se um controle mais rigoroso dos gastos realizados por servidores em nome da administração pública, reduzindo riscos de irregularidades. A medida deve contribuir para uma gestão fiscal mais responsável e para a confiança da população na aplicação dos recursos públicos, além de estimular um planejamento adequado das despesas municipais.





