EUA afirma que condenação de Eduardo Bolsonaro é perseguição judicial

Departamento de Estado critica decisão do STF e acusa Judiciário brasileiro de usar sistema jurídico como arma política contra oposição

EUA afirma que condenação de Eduardo Bolsonaro é perseguição judicial
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro condenado pelo STF em julgamento unânime

Departamento de Estado americano classificou condenação de Eduardo Bolsonaro como perseguição política e lawfare do Judiciário brasileiro contra oposição.

Condenação de Eduardo Bolsonaro é alvo de crítica diplomática americana

O Departamento de Estado dos EUA reagiu à condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF nesta quarta-feira (18), qualificando a decisão como perseguição política e uso do sistema jurídico como arma. A manifestação oficial marca novo ponto de tensão nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.

STF condena ex-deputado por coação à Justiça

A primeira turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de reclusão. A decisão também determinou sua inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo como escrivão da Polícia Federal. Os ministros identificaram que o ex-deputado atuou para coagir autoridades brasileiras ao mobilizar o governo norte-americano.

Mobilização por tarifas e sanções

Os acusadores apontaram que Eduardo buscou pressionar o Brasil através de ameaças comerciais e punições individualizadas. O governo Trump anunciou tarifas de 50% contra o país e sanções ao ministro Alexandre de Moraes via Lei Global Magnitsky, além de restrições de vistos a autoridades. Essas medidas visavam criar pressão para anistiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.

Posicionamento americano

Porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a condenação representa “episódio mais recente de um padrão de perseguição”. A diplomacia americana argumentou que debates políticos devem ser resolvidos através de eleições democráticas, não de processos penais. Trump, durante passagem pela França para encontro do G7, descreveu o Brasil como “politicamente conturbado” e “um pouco perigoso”.

Relações bilaterais em tensão

As relações entre Brasil e EUA atravessam período instável. Além da condenação de Eduardo, o governo americano classificou facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras. Sinalizações recentes de potenciais novas tarifas aumentam a preocupação com escalada econômica. O episódio revela divergências profundas quanto à independência institucional e separação de poderes entre os dois países.