Nova chamada pública eletrônica garante fornecimento de alimentos a populações vulneráveis e reforça segurança alimentar no estado

Estado prepara nova edição de chamada pública para o Compra Direta Paraná, reforçando investimentos em segurança alimentar e renda para agricultores familiares.
Compra Direta Paraná relança edital com foco em segurança alimentar
O Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) anuncia nova chamada pública para dar continuidade ao programa que une agricultura familiar e assistência social no Paraná. A iniciativa funciona como elo de ligação entre produtores locais e populações em situação de vulnerabilidade, garantindo escoamento de produção com preços justos.
Desde seu lançamento em 2020, o programa consolidou-se como política pública de relevância reconhecida além das fronteiras estaduais. Em dezembro de 2025, recebeu destaque nacional ao vencer a categoria Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar no Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Números que dimensionam o impacto social
Os dados de 2025 revelam a magnitude da operação estadual. Cento e oitenta e oito contratos firmados com cooperativas e associações distribuíram R$ 77 milhões em investimentos por todas as regiões do estado. A entrega chegou a 9 milhões de toneladas de produtos, incluindo ovos, pães, sucos, grãos, frutas, legumes, hortaliças e itens orgânicos certificados.
A cobertura geográfica atingiu a totalidade dos 399 municípios paranaenses, alcançando diretamente 400 mil famílias beneficiárias. Essa capilaridade demonstra a viabilidade operacional de modelos que integram produção rural e proteção social em escala estadual.
Estratégia dupla: renda no campo e nutrição na mesa
A chefe do Desan destaca que o mecanismo cumpre papel simultâneo nos dois extremos da cadeia produtiva. Para agricultores familiares, representa mercado estável e previsível, estimulando produção de alimentos nutritivos. Para a população vulnerável, garante acesso a produtos frescos e saudáveis em quantidade adequada.
A política reforça circuitos produtivos justos e sustentáveis, evitando intermediários desnecessários e assegurando viabilidade econômica ao pequeno produtor rural. Cozinhas comunitárias, restaurantes populares e rede socioassistencial paranaense funcionam como pontos de distribuição dessa cadeia.
Continuidade assegurada para 2026
A nova chamada pública eletrônica reafirma compromisso institucional com a segurança alimentar. O secretário da Agricultura ressalta que a priorização de alimentos frescos contribui diretamente para melhoria nutricional da população mais vulnerável, conectando produção local com necessidade real de comunidades.





