Secretaria de Saúde do Paraná promove curso sobre manejo comportamental e dessensibilização com especialistas internacionais

Oitenta profissionais das regionais de Curitiba e Paranaguá receberam treinamento especializado em técnicas de acolhimento e manejo clínico-comportamental
Odontologia inclusiva: Paraná treina profissionais para atender pessoas com TEA
A odontologia inclusiva ganhou destaque no Paraná com capacitação promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA-PR) em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento “Odontologia Inclusiva: Manejo e Dessensibilização Comportamental” reuniu profissionais de Curitiba e Paranaguá para qualificação em atendimento especializado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Participação e público-alvo
A capacitação alcançou 80 profissionais das equipes de saúde bucal da atenção primária, acompanhados também por cinco mães de pessoas com TEA. Essa inclusão de familiares refletiu a abordagem integrada proposta pelo evento, considerando não apenas o preparo técnico dos servidores, mas também o envolvimento dos cuidadores.
Expertise internacional e local
O currículo do treinamento foi consolidado por palestras do professor Dr. Brandon M. Franklin, especialista internacional reconhecido em odontologia para pacientes com deficiências, e do professor Dr. Saulo Rosa, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A combinação de expertise global e regional reforçou a qualidade técnica da programação.
Conteúdo e estratégias abordadas
O curso enfatizou estratégias práticas de acolhimento, aprimoramento da comunicação com o paciente, manejo clínico-comportamental e técnicas de dessensibilização. Essas ferramentas visam reduzir ansiedade e facilitar procedimentos odontológicos em pessoas com TEA, que frequentemente apresentam sensibilidades sensoriais aumentadas e dificuldades de adaptação a ambientes clínicos.
Perspectiva da administração
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressaltou a importância de qualificar profissionais que atuam “na ponta do atendimento”. Segundo ele, essa formação contínua garante que equipes estejam preparadas para as especificidades de cada demanda, particularmente no caso de pessoas com TEA. A iniciativa reflete comprometimento com acesso igualitário e humanizado aos serviços de saúde bucal.
Impacto esperado
A qualificação em odontologia inclusiva representa avanço na integração de pessoas com deficiências aos sistemas públicos de saúde. Ao preparar profissionais para atender integralmente e com respeito às necessidades individuais, o estado amplia possibilidades de cuidado preventivo e curativo que frequentemente são negligenciados em grupos com TEA.





