Fundo para Calamidades e recuperação de Rio Bonito do Iguaçu são destaques em encontro com mais de mil técnicos especializados em proteção civil

Paraná destaca criação do Fecap e resposta ao tornado em Rio Bonito do Iguaçu em congresso que reuniu especialistas para debater prevenção em desastres naturais.
O Paraná apresentou suas experiências em gestão de desastres naturais no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre entre 23 e 25 de junho, destacando o Fundo Estadual para Calamidades Públicas como instrumento fundamental de resposta rápida.
Criado em 2023, o Fecap permite transferências céleres de recursos aos municípios que decretam Situação de Emergência ou Estado de Calamidade através da modalidade fundo a fundo. A ferramenta também financia obras de recuperação e prevenção em áreas de risco, integrando-se à política estadual de proteção civil.
Resposta ao tornado em Rio Bonito do Iguaçu
A aplicação prática do Fecap foi evidenciada em novembro de 2025, quando um tornado devastou Rio Bonito do Iguaçu, destruindo 90% do município. O Governo do Paraná destinou R$ 52,5 milhões para ações imediatas e de reconstrução, incluindo aquisição de ônibus escolares, material de construção, cartões de reconstrução para a população e subvenção econômica para empresas afetadas, além da construção de novos imóveis para moradores desabrigados.
Prevenção e mitigação como prioridades
O congresso reuniu mais de mil técnicos especializados em desastres naturais, com enfoque em medidas preventivas e de mitigação dos impactos do El Niño. O evento funcionou como espaço de atualização de conhecimentos e compartilhamento de experiências entre especialistas de diferentes regiões.
Representação técnica estadual
O coordenador estadual da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Schunig, participou do encontro, confirmando que a participação permitiu alinhamento estratégico com outras unidades federativas e órgãos especializados. O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) conta com pesquisadores internacionais da Alemanha, Moçambique, Peru e Síria, ampliando a capacidade técnica de previsão e análise de fenômenos climáticos extremos.





