Portaria do Idaf estabelece calendário de vazio sanitário, período de semeadura e medidas obrigatórias para conter a doença que mais causa prejuízos à cultura da soja na safra 2026-27

Portaria do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal estabelece calendário rigoroso de vazio sanitário para safra 2026-27, intensificando combate à doença que gera maiores perdas na soja acreana.
Acre intensifica proteção da soja contra ferrugem asiática
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) do Acre publicou portaria que define critérios rigorosos de vazio sanitário e ferrugem asiática da soja para a safra 2026-27, reforçando o combate à enfermidade que ocasiona maiores perdas econômicas na cultura estadual.
Calendário de vazio sanitário estabelecido
A portaria institucionaliza período obrigatório durante o qual propriedades rurais devem permanecer sem plantas de soja vivas. Esse intervalo interrompe o ciclo reprodutivo do fungo causador da ferrugem, reduzindo drasticamente a quantidade de esporos disponíveis no ambiente. O calendário foi estruturado conforme a realidade epidemiológica regional, considerando condições climáticas e fenologia da cultura.
Período de semeadura e normas fitossanitárias
O instrumento normativo delimita janela específica para semeadura, sincronizando o plantio com períodos menos favoráveis à infecção fúngica. Adicionalmente, obriga procedimentos sanitários na propriedade, incluindo limpeza de máquinas agrícolas, descarte adequado de resíduos e monitoramento contínuo das lavouras. Essas medidas complementam o vazio sanitário, formando barreira integrada contra a propagação do patógeno.
Impacto econômico e perspectivas
A ferrugem asiática representa ameaça significativa ao agronegócio acreano, causando perdas de produtividade e qualidade de grãos quando não controlada adequadamente. A abordagem preventiva adotada pelo Idaf reflete compromisso com a sustentabilidade econômica regional. Produtores devem se atentar aos prazos e exigências fixadas para garantir conformidade regulatória e proteção do patrimônio fitossanitário coletivo.





