Simepar classifica fenômeno que atingiu município paranaense em domingo como categoria F2 na Escala Fujita, com ventos intensos que destruíram edificações e arrancaram árvores

Sistema de Monitoramento Ambiental do Paraná confirma que tornado que atingiu Reserva no último domingo foi classificado como F2, com ventos próximos a 200 km/h.
Tornado F2 confirmado em Reserva
O fenômeno que atingiu Reserva, na região dos Campos Gerais, no último domingo (28), foi classificado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná como tornado de categoria F2 na Escala Fujita. Essa classificação preliminar, estabelecida após vistorias técnicas em campo, indica que os ventos chegaram a aproximadamente 200 km/h.
A Escala Fujita, utilizada internacionalmente para medir intensidade de tornados, varia de F0 a F5. Na categoria F2, os ventos oscilam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar destruição significativa: árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias.
Comparativo com outros eventos climáticos
O tornado F2 de Reserva foi classificado na mesma intensidade daquele que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em janeiro de 2026. Por outro lado, o fenômeno que ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste do Estado, em novembro de 2025, alcançou categoria F4 na Escala Fujita, uma classificação superior associada a ventos ainda mais intensos.
Mapeamento em andamento
As equipes do Simepar iniciaram análises em campo na segunda-feira (29) e continuam trabalhando para concluir o mapeamento completo da trajetória do fenômeno. O levantamento conta com o auxílio de drones, permitindo delimitar com maior precisão o percurso do tornado. Após conclusão dos trabalhos em Reserva, os técnicos devem vistoriar outros municípios onde há suspeita de ocorrência de fenômenos semelhantes.
Potencial de danos
Tornados da categoria F2 são capazes de gerar impactos severos em estruturas. A destruição de edificações, mesmo que parcial, compromete habitações e infraestrutura crítica. O lançamento de objetos a grandes distâncias representa risco adicional à população, enquanto o arrancamento de árvores afeta a cobertura vegetal e incrementa riscos de erosão do solo na região afetada.





