Presidente do Tribunal Superior Eleitoral convoca institutos de pesquisa e gigantes de tecnologia para discutir critérios de divulgação de levantamentos e combate a desinformação nas eleições de 2026
Presidente do TSE agenda encontros em julho com institutos de pesquisa e big techs para estabelecer critérios de divulgação de levantamentos e estratégias contra fake news nas eleições 2026.
Regras pesquisas eleitorais 2026 sob escrutínio no TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou duas reuniões estratégicas em julho para estabelecer diretrizes sobre regras pesquisas eleitorais 2026 e combate à desinformação digital. Os encontros acontecerão nos dias 14 e 16 deste mês.
Agenda de discussões no tribunal superior
O primeiro encontro, em 14 de julho, reunirá representantes de institutos de pesquisa. A pauta principal abordará critérios técnicos e metodológicos para realização e circulação de levantamentos de intenção de voto durante a campanha presidencial. Já em 16 de julho, Nunes Marques receberá líderes de big techs para debater mecanismos de identificação e remoção de conteúdo falso nas plataformas digitais.
O caso AtlasIntel e a suspensão polêmica
A movimentação do TSE responde diretamente a uma situação anterior. Em maio deste ano, o Instituto AtlasIntel divulgou uma pesquisa que apontou recuo de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. O levantamento circulou publicamente logo após vazamento de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas mensagens, Flávio pedia recursos financeiros ao banqueiro para custear a produção do filme “Dark Horse”, documentário sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes Marques suspendeu a divulgação da pesquisa após acionamento do partido de Bolsonaro, que alegou questões metodológicas irregulares. A equipe jurídica afirmou que o questionário direcionava os respondentes de forma enviesada ao incluir reprodução do áudio da conversa entre os dois. A AtlasIntel negou as acusações e ressaltou que os resultados não sofreram interferência.
Desfecho preliminar na corte eleitoral
A decisão inicial de Nunes Marques foi levada ao plenário do TSE no início de junho. A ministra Estela Aranha solicitou vista (maior prazo para análise), o que suspendeu temporariamente o andamento do caso. As reuniões de julho funcionarão como espaço de construção de consenso sobre como evitar futuras controvérsias envolvendo metodologia, divulgação prematura ou contexto prejudicial às pesquisas eleitorais.
Essa iniciativa busca blindar a credibilidade do processo eleitoral diante de crescentes questões sobre confiabilidade de dados e circulação de desinformação nas campanhas presidenciais.





