Ex-ministro segue como pré-candidato após reintegração ao Democracia Cristã e questiona escolha de Joaquim Barbosa

Aldo Rebelo em agenda no RS — Foto: Sergio Gonzalez/Divulgação
Reintegrado ao DC após expulsão suspensa pela Justiça, Aldo Rebelo segue como pré-candidato à presidência e critica a decisão de trocar seu nome pelo de Joaquim Barbosa.
Aldo Rebelo mantém sua pré-candidatura presidencial pelo Democracia Cristã apesar da disputa estar judicializada, após reintegração ao partido em junho. O ex-ministro cumpriu agenda em Porto Alegre nesta quarta-feira (15) e reafirmou seu compromisso com a eleição presidencial de outubro.
Expulsão suspensa e reintegração ao DC
Rebelo foi temporariamente afastado do partido após questionar publicamente a decisão da legenda de substituir seu nome pelo do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa na disputa presidencial. A Justiça do Distrito Federal suspendeu a expulsão sumária em junho, viabilizando seu retorno aos quadros partidários. O político agora busca que a definição do candidato seja realizada apenas na convenção partidária, cuja data ainda não foi marcada.
O argumento sobre pesquisas e polarização
Em suas falas públicas, Rebelo argumenta que a eleição está polarizada e que todos os candidatos alternativos apresentam fraco desempenho nas pesquisas. Ele aponta que Joaquim Barbosa aparece com apenas 1% de intenção de voto, enquanto outros nomes flutuam entre 2% e 3%. Essa perspectiva busca relativizar a escolha da legenda pela substituição de seu nome.
Cenário eleitoral nacional
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28%, reforçando a polarização mencionada por Rebelo. Esse contexto evidencia o desafio enfrentado pelos candidatos que buscam uma terceira via nas eleições presidenciais.
Próximos passos da disputa interna
A situação permanece sob análise judicial enquanto o Democracia Cristã não define sua estratégia. Rebelo aguarda a realização da convenção partidária, que deverá ser obrigatória conforme a legislação eleitoral. A escolha entre Rebelo e Barbosa representa um ponto de tensão interno significativo no partido, com implicações diretas na campanha presidencial de 2026.





