Elisa Stecca apresenta "Ibirapitanga" em Genebra, unindo arte e cultura brasileira

Elisa Stecca apresenta a exposição “Ibirapitanga” na galeria espace_L em Genebra, de 17 a 20 de dezembro. Com o nome que significa pau-brasil em tupi guarani, a mostra é uma síntese de cinco exposições que a artista realizou no Brasil ao longo de 2025. Através desta mostra, Stecca busca transmitir a ideia de uma “alquimia tupiniquim”, destacando as riquezas culturais e imateriais do Brasil.
O que esperar da exposição “Ibirapitanga”
A exposição “Ibirapitanga” traz um conjunto diversificado de trabalhos, incluindo aquarelas e peças têxteis, além de obras tridimensionais. Elisa Stecca tem o objetivo de apresentar um Brasil que é mágico e alegórico, refletindo sua essência. “O que motiva o meu trabalho é expressar uma ideia em diferentes suportes”, afirma a artista, que se destaca por sua versatilidade.
A experiência no Museu da Imagem e do Som
Durante 2025, Stecca também colaborou com o fotógrafo Willy Biondani na exposição “Tangências/Alumbramento”, apresentada no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo. Essa mostra trouxe 30 obras que exploram a biodiversidade brasileira e os deslumbramentos da natureza, evocando a carta de Pero Vaz de Caminha. O espaço da exposição criava uma atmosfera mágica, interligando diferentes formas de arte.
O projeto social com a Ocupação 9 de Julho
Stecca ampliou sua atuação ao realizar um projeto social na Ocupação 9 de Julho, um espaço de luta pelo direito à moradia em São Paulo. O projeto incluiu uma oficina de criação de têxteis que envolveu 25 moradores da ocupação, resultando em peças que foram posteriormente fotografadas e integradas à curadoria da exposição na Suíça. “Foi muito bonito esse contato e a troca no âmbito da criação com os moradores da ocupação”, relata Stecca, enfatizando a relevância social de sua atuação.
A importância da arte como elo social
Para Stecca, a arte é uma forma de estar e perceber o mundo. Ao levar a experiência da cocriação para a Europa, a artista busca abrir espaço para o diálogo cultural e a troca de saberes. “A maioria dos nossos alunos na ocupação nunca tinha pisado num museu. Foram momentos mágicos”, diz ela, ressaltando a capacidade transformadora da arte na vida das pessoas.
Conclusão
Elisa Stecca, com sua exposição “Ibirapitanga” em Genebra, não apenas encerra um ano produtivo, mas também reforça a importância da arte como um meio de resistência e expressão cultural. Sua trajetória é um exemplo de como a arte pode conectar diferentes realidades e promover mudanças sociais significativas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Eliane Trindade





