Excesso de umidade limita operações de colheita enquanto trigo avança em plantio; cevada segue com atrasos

A colheita de milho enfrenta travamentos por excesso de umidade enquanto plantio de trigo avança próximo da conclusão com 97,7% de cobertura.
Colheita de milho Argentina enfrenta atrasos por umidade excessiva
A colheita de milho na Argentina segue travada pelo excesso de umidade nas lavouras, impedindo o prosseguimento adequado das operações de retirada do produto. O cenário reflete o impacto direto das chuvas e garoas registradas na semana anterior, que, embora não interrompessem completamente os trabalhos em campo, criaram condições desfavoráveis para a mecanização agrícola em larga escala.
Plantio de trigo caminha para encerramento
Em contraste com a situação do milho, o trigo apresenta dinâmica positiva. Conforme informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a semeadura do cereal avançou 5,7 pontos percentuais na última semana, alcançando 97,7% de cobertura dos 6,5 milhões de hectares projetados para a safra. O resultado demonstra que a produção consegue manter ritmo acelerado apesar das chuvas e garoas verificadas no período.
Cevada segue registrando atrasos críticos
Ao passo que o trigo aproxima-se do encerramento do plantio, a cevada permanece com cronograma atrasado. A Bolsa de Cereais não divulgou percentuais específicos para a oleaginosa, mas sinalizações técnicas indicam que a cultura enfrenta desafios operacionais similares aos enfrentados pela colheita de milho.
Umidade do solo como fator limitante
O excesso de precipitações não representa apenas um obstáculo pontual às operações. A umidade elevada do solo afeta a viabilidade técnica da maquinaria agrícola, reduzindo a capacidade de trabalho e aumentando riscos de compactação do terreno. Este fator explica por que a colheita permanece travada enquanto as precipitações não cessam completamente.
Perspectivas para o calendário agrícola argentino
Os próximos dias serão críticos para determinar a velocidade de normalização das atividades. Meteorologistas monitoram a dissipação das massas de ar úmido que originaram as garoas e chuvas. A recuperação da capacidade operacional dependerá diretamente da drenagem natural dos solos e do retorno de dias ensolarados que permitam a retomada da colheita de milho em escala comercial.







