Estudo da Firjan revela o impacto econômico do controle criminal sobre setores formais na economia fluminense

Federação das Indústrias do Rio quantifica prejuízos do domínio criminal sobre negócios formais em R$ 21,4 bilhões anuais
O controle territorial exercido por tráfico e milícias monopolizam economia Rio de Janeiro através de práticas coercitivas que extrapolam a esfera criminal e penetram profundamente nas cadeias produtivas formais. Segundo dados da Firjan, o custo anual desse domínio atinge R$ 21,4 bilhões.
Estrutura do Domínio Territorial
O monopólio criminal opera mediante cobrança de “taxas” sobre operações comerciais, construção civil, logística e varejo. Empreendedores legítimos enfrentam pressão sistemática para aceitar as condições impostas por essas organizações, criando um ambiente hostil para negócios formais.
Impacto na Construção Civil
O setor de construção constitui alvo prioritário dessa estrutura extrativa. Desde o menor comerciante até grandes construtoras, todos estão sujeitos a demandas que comprometem margens de lucro e inviabilizam projetos competitivos.
Prejuízos Econômicos Mensurados
A cifra de R$ 21,4 bilhões representa não apenas transferência de recursos, mas destruição de capital produtivo. Investimentos que seriam realizados em ampliação, modernização ou contratação são desviados para pagamentos compulsórios a estruturas criminosas.
Consequências para Competitividade
Empresas fluminenses enfrentam custos operacionais superiores aos concorrentes de outras regiões, reduzindo sua capacidade de inovação e expansão. O fenômeno repercute em desemprego, redução tributária e êxodo de investimentos para outras unidades federativas.
Desafios Institucionais
O combate a essa realidade demanda ação coordenada entre segurança pública, justiça e desenvolvimento econômico. A quantificação de perdas pela Firjan fornece subsídio técnico para formulação de políticas públicas orientadas a recuperar espaços sequestrados pela criminalidade organizada.





