Federação Brasil da Esperança questiona vídeo deepfake exibido no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro discursa; vídeo de Bolsonaro feito de IA é exibido — Foto: Reuters; Reprodução/YouTube
A coligação PT-PCdoB-PV protocolou representação no TSE contra o PL e Flávio Bolsonaro por suposta violação de regras eleitorais envolvendo produção de vídeo com inteligência artificial.
Inteligência artificial propaganda eleitoral: PT denuncia PL ao TSE
A Federação Brasil da Esperança protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro, acusando ambos de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. A ação foi apresentada no domingo (26), um dia após a convenção nacional que oficializou a candidatura de Flávio à Presidência.
O vídeo em questão
O material criticado foi exibido durante o evento em São Paulo, realizado no sábado (25). Trata-se de um vídeo produzido com IA que simula um pronunciamento de Jair Bolsonaro. Na gravação, o avatar digital do ex-presidente afirma explicitamente tratar-se de uma simulação, reconhecendo ser “uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”.
No pronunciamento sintético, a figura digital menciona prisão sob “decisão injusta e arbitrária” e declara que nenhuma restrição silenciaria seus apoiadores. Em seguida, pede aos eleitores que recebam “de braços abertos” Flávio Bolsonaro, descrito como “sangue do meu sangue” e sucessor político indicado.
Violações alegadas
A coligação de oposição sustenta que o vídeo configura duas infrações: propaganda eleitoral antecipada e uso inadequado de tecnologia de IA em campanha. O TSE, até a última atualização, ainda não havia proferido decisão sobre os pedidos formulados.
O recurso a deepfakes em campanhas levanta questões sobre transparência democrática e manipulação de percepção pública. A convenção reuniu familiares e aliados do senador, consolidando a candidatura em contexto marcado por essa estratégia comunicacional inovadora e controversa.
Próximos passos
A corte eleitoral analisará se a exibição do material violou normas de campanha ou se configurou estratégia legítima de comunicação política. A decisão deve incidir sobre interpretações contemporâneas de regras eleitorais em era de tecnologias generativas.





