Relatório SOFI destaca políticas de proteção social e agricultura familiar como pilares do combate à insegurança alimentar

Relatório SOFI 2026 da FAO reafirma exclusão do Brasil da lista de nações com fome, creditando êxito a medidas de proteção social e geração de renda
Brasil permanece fora do mapa da fome, confirma FAO 2026
O Brasil continua excluído da lista de países com fome endêmica, segundo o Relatório SOFI 2026 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. A constatação reconhece o desempenho de políticas públicas que moldaram a trajetória de segurança alimentar nacional nas últimas décadas.
Pilares da proteção social alimentar
Três componentes estruturam o êxito brasileiro na redução da insegurança alimentar. Primeiro, programas de proteção social criam redes de suporte direto às famílias vulneráveis, garantindo acesso mínimo a alimentos. Segundo, iniciativas de geração de renda ampliam a capacidade de compra e autonomia econômica. Terceiro, investimentos na produção de alimentos saudáveis fortalecem cadeias locais de abastecimento.
Essas medidas funcionam de forma complementar, criando redundâncias que aumentam a resiliência do sistema alimentar nacional frente a choques econômicos ou climáticos.
O papel estratégico da agricultura familiar
A agricultura familiar emerge como ator central nesse modelo. Responsável por significativa parcela da produção de alimentos para consumo doméstico, o segmento recebe apoio técnico e financeiro que o capacita a aumentar produtividade sem abandonar práticas sustentáveis. Programas de compras institucionais, como os voltados para educação e saúde, conectam pequenos produtores a mercados garantidos.
Essa integração reduz volatilidade de preços e cria oportunidades de emprego rural, desacelerando êxodo agrícola em regiões economicamente frágeis.
Perspectivas e desafios futuros
O reconhecimento da FAO valida investimentos públicos em segurança alimentar, mas expõe a necessidade de manutenção desses programas. Mudanças climáticas, flutuações cambiais e transformações no mercado de trabalho urbano demandam constante adaptação das políticas.
Manter o Brasil fora do mapa da fome requer vigilância contínua sobre indicadores nutricionais e capacidade de resposta rápida a crises emergentes.





