Pesquisa Quaest mostra disputa acirrada na região: PL tem 32% contra 30% do PT; cenários de segundo turno indicam vantagem para Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Arte g1
Levantamento Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 32% e Lula com 30% no Rio Grande do Sul, em empate técnico. Segundo turno favorece o candidato do PL.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) no Rio Grande do Sul revela uma disputa presidencial acirrada e tecnicamente empatada entre os dois principais candidatos. Flávio Bolsonaro, pelo PL, aparece com 32% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, marca 30%. A margem de 2 pontos percentuais está dentro do intervalo de confiança do levantamento.
O instituto ouviu 1.104 eleitores gaúchos com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O trabalho foi encomendado pela Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01871/2026.
Cenários de segundo turno favorecem Bolsonaro
Os dados também apresentam simulações de segundo turno entre Lula e seus possíveis adversários. Em um embate direto, Flávio Bolsonaro (PL) obteria 40% contra 35% de Lula, com 11% indecisos e 14% votando em branco, nulo ou não votando.
Contra Ronaldo Caiado (PSD), o quadro se inverte. Lula marca 33%, enquanto o governador mineiro fica em 32%, evidenciando um embate praticamente igualitário. Já em confrontos com Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), Lula apresenta vantagem mais confortável, alcançando 35% e 34%, respectivamente.
Fragmentação no primeiro turno
No cenário de primeiro turno, a concentração de votos está principalmente entre os dois frontrunners. Ronaldo Caiado figura em terceiro com apenas 3%, seguido por Renan Santos com 2%. Os demais candidatos — Romeu Zema, Augusto Cury e Samara Martins — não ultrapassam 1% cada um. Um contingente significativo de 19% permanece indeciso.
Contexto regional e perspectivas
O Rio Grande do Sul, historicamente importante no tabuleiro eleitoral brasileiro, apresenta uma dinâmica que reflete tendências nacionais, mas com suas particularidades regionais. A presença de um grupo substancial de indecisos — tanto no primeiro turno quanto nas simulações de segundo — sugere que ainda há espaço para movimentações nas campanhas dos próximos meses.
A pesquisa reflete apenas um momento específico do processo eleitoral. As trajetórias dos candidatos, eventos políticos e campanhas intensificadas podem alterar significativamente o cenário nas próximas semanas e meses que precedem o pleito.





