Marco Aurélio Ribeiro abandona campanha presidencial por decisão política após divulgação de repasse de empresária amiga do filho do presidente
Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula — Foto: Divulgação
Marco Aurélio Ribeiro abandona campanha presidencial após Polícia Federal identificar empréstimo de R$ 249 mil com lobista amiga de filho do presidente.
Marcola deixa campanha Lula por questões políticas
Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente Lula, comunicou sua saída da campanha presidencial após divulgação de empréstimo contraído junto à empresária Roberta Luchsinger. A decisão foi caracterizada por assessores como puramente política, não jurídica, buscando evitar desgastes ao candidato.
Operação da Polícia Federal e origem do empréstimo
A Polícia Federal identificou o repasse durante análise de dados do celular de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (filho do presidente) e apontada como lobista. O valor total do empréstimo foi de R$ 249 mil, conforme reconhecimento de Marcola, que já afirmou ter quitado a dívida. A descoberta ocorreu no âmbito da Operação Sem Desconto, investigação que envolve múltiplos atores políticos.
Preocupações com disputas internas no PT
Segundo fontes vinculadas ao governo, Marcola é um profissional discreto que evita exposição pública. Sua principal preocupação era que a presença na campanha pudesse alimentar disputas internas e fogo amigo dentro da legenda petista. O posicionamento revela estratégia de autopreservação tanto pessoal quanto para preservar a imagem do candidato.
Tentativas de permanência e irredutibilidade
Dirigentes do PT tentaram convencer Marcola a permanecer na estrutura de campanha, com alguns acreditando na possibilidade de reversão da decisão. Contudo, fontes petistas consultadas indicam posicionamento irredutível. Integrantes do governo destacam que a decisão reflete preocupação genuína de não prejudicar o presidente e evitar fraturas organizacionais no partido.
Contexto ampliado da investigação
A saída de Marcola insere-se em contexto maior de escrutínio sobre relacionamentos financeiros de figuras próximas ao presidente. A Operação Sem Desconto continua investigando múltiplas operações, mantendo foco especial em movimentações envolvendo lobistas e integrantes do círculo presidencial. A situação evidencia tensão entre transparência de procedimentos administrativos e gestão política de crises reputacionais em campanhas eleitorais.





