Indústria aprova corte da Selic mas diz que juros seguem altos demais

CNI, Firjan e Fiemg pedem reformas fiscais para flexibilizar ainda mais a taxa básica

Indústria aprova corte da Selic mas diz que juros seguem altos demais
Entidades da indústria criticam patamar de juros no Brasil

Confederação Nacional da Indústria avalia positivamente redução da Selic, mas mantém que taxa segue asfixiando empresas e famílias

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), Firjan e Fiemg avaliam positivamente o corte da Selic realizado nesta terça-feira (5), mas ressaltam que a taxa de juros segue em patamar elevado, continuando a asfixiar empresas e famílias.

Segundo as entidades, embora a redução seja bem-vinda, ela não é suficiente para resolver os problemas de acesso ao crédito e competitividade que afetam o setor produtivo.

As confederações argumentam que a flexibilização da taxa básica depende de dois fatores principais. O primeiro é a credibilidade fiscal, que deve ser mantida por meio de ações do governo federal. O segundo é a aprovação de reformas estruturais que permitam ao Banco Central continuar reduzindo os juros de forma sustentável.

De acordo com as entidades, a continuidade dos cortes da Selic é fundamental para que pequenas e médias empresas consigam acessar crédito em condições competitivas com relação a outros países. Sem isso, argumentam, a economia brasileira seguirá enfrentando dificuldades para crescer.

A CNI, Firjan e Fiemg também destacam que juros altos impactam diretamente o endividamento das famílias, limitando o consumo e prejudicando a demanda por produtos e serviços no mercado interno.

As confederações reforçam que a redução da taxa Selic não resolverá sozinha os problemas estruturais da economia. Para isso, apontam para a necessidade de o governo avançar em reformas que aumentem a confiança de investidores e permitam ao Banco Central manter a trajetória de queda dos juros.

O comunicado das entidades vem após a decisão do Banco Central de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual nesta semana, mantendo a tendência de flexibilização que teve início em 2024.