El Niño e volatilidade cambial preocupam o agronegócio brasileiro na segunda metade do ano

Rabobank projeta Selic de 14% no encerramento de 2026 e dólar cotado a R$ 5,35. Fatores como El Niño e pressões sobre fertilizantes preocupam o setor
O agronegócio brasileiro enfrenta, na segunda metade de agosto, um ambiente marcado por juros elevados, volatilidade cambial e incertezas climáticas que afetam diretamente a rentabilidade do setor.
Segundo dados divulgados pela Rabobank em sua Análise em Macroeconomia, a taxa Selic deve chegar a 14% no encerramento de 2026. A projeção para o dólar, conforme o banco, é de R$ 5,35.
Além das pressões econômicas, o agronegócio segue atento a fatores externos. O fenômeno El Niño permanece entre os principais riscos monitorados, com potencial de impactar a produção agrícola nos próximos meses. Analistas do setor alertam que variações climáticas podem comprometer a oferta de alimentos e influenciar preços no varejo.
O mercado internacional também preocupa produtores e empresas do agronegócio. Possíveis pressões sobre os preços de fertilizantes figuram entre os desafios a serem acompanhados até o fim do ano. A combinação de juros internacionais elevados e demanda global por insumos agrícolas cria um cenário de incerteza para o planejamento de safras futuras.
O banco projeta que essas variáveis — juros domésticos, câmbio, condições climáticas e preços internacionais — permanecerão como fatores de atenção para o setor nos próximos meses.







