Taxa de juros implícita atingiu 13,2% no acumulado de 12 meses para a dívida bruta, maior nível desde novembro de 2016.

Ministro da Fazenda manifestou preocupação com o patamar de juros pagos pelo Tesouro Nacional. Taxa implícita chegou a 13,2% em 12 meses.
O ministro da Fazenda expressou preocupação com o nível de juros pagos pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (19).
A taxa de juros implícita alcançou 13,2% no acumulado em 12 meses para a dívida bruta, informou a pasta. Este é o maior nível desde novembro de 2016.
O patamar elevado de juros implícitos reflete o custo médio que o governo paga para financiar sua dívida pública. A taxa leva em consideração todos os títulos e operações de crédito contratados pelo Tesouro.
O aumento da taxa de juros implícita está relacionado ao ambiente de juros mais altos na economia. A taxa básica de juros da economia brasileira tem permanecido em patamares elevados para combater pressões inflacionárias.
A dívida bruta do governo federal continua em trajetória crescente. O serviço da dívida, ou seja, os pagamentos de juros e amortizações, representa uma das principais despesas do orçamento federal.
O custo do financiamento da dívida pública impacta diretamente a sustentabilidade fiscal do país. Quando a taxa de juros implícita sobe, aumentam os gastos do governo com o pagamento de juros, reduzindo recursos disponíveis para investimentos em políticas sociais e infraestrutura.
O Tesouro Nacional monitora constantemente o perfil da dívida e as condições de mercado para otimizar as operações de financiamento.






