Caiado promete ampliar autonomia dos estados em segurança pública

Candidato do PSD à Presidência quer criar Ministério da Segurança Pública e liberar punições próprias para crimes

Caiado promete ampliar autonomia dos estados em segurança pública
Ronaldo Caiado, candidato a presidente pelo PSD em 2026. Foto: Divulgação — 1 de 1
Ronaldo Caiado, candidato a presidente pelo PSD em 2026 — Foto: Divulgação

Caiado afirmou que vai ampliar as ações sob responsabilidade dos estados na segurança pública caso eleito em outubro.

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pela via do PSD, afirmou na noite desta quinta-feira (20) que ampliará as prerrogativas dos estados em segurança pública se eleito em outubro. A declaração foi feita durante entrevista ao SBT News.

Segundo Caiado, seu plano de governo respeitará a autonomia de todas as unidades da federação, permitindo que legislem sobre crimes característicos de seus territórios. “Ele [plano de governo] respeita a autonomia de todos os estados. Eu vou, como presidente, ampliar as prerrogativas para que os estados possam legislar sobre alguns crimes que são característicos dos seus estados”, declarou o ex-governador de Goiás.

Caiado criticou o presidente Lula (PT) por formular uma proposta de segurança pública que, conforme sua avaliação, interfere na autonomia estadual. O candidato afirmou que criará o Ministério da Segurança Pública e oferecerá informações e recursos para que cada governador atue no combate ao crime organizado dentro de seus territórios.

De acordo com Caiado, sua estratégia inclui ampliar as prerrogativas dos governadores e simultaneamente oferecer apoio em áreas específicas. “Eu vou ampliar as prerrogativas dos governadores, mas vou dar apoio aos governadores na área de inteligência, na área do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], na área da Receita Federal… Para não fazer como acontece hoje no governo, que eles negam as informações e depois penalizam os governadores”, explicou.

A abordagem de Caiado contrasta com a visão do governo federal atual sobre segurança pública, segundo o candidato. Ele argumenta que o governo Lula nega informações aos governadores e, posteriormente, os penaliza por resultados insatisfatórios no combate ao crime.

As eleições para Presidente da República estão marcadas para outubro de 2026.