Segundo pesquisadora da FGV, bots servem principalmente para reforçar viés de confirmação em eleitores já posicionados

— Foto: Arte g1
Postagens de candidatos podem receber centenas ou milhares de comentários de contas automatizadas e perfis falsos
O G1 iniciou série de 50 vídeos para explicar os principais temas das eleições de 2026, incluindo conteúdo sobre como robôs e perfis falsos tentam influenciar o debate nas redes sociais.
Postagens de candidatos podem receber centenas ou até milhares de comentários. Nem sempre essas contas que comentam representam pessoas reais.
Existe diferença entre bot e perfil falso. Um bot é uma conta automatizada, programada para publicar, curtir, comentar ou compartilhar conteúdos. Um perfil falso é uma conta criada para se passar por uma pessoa real.
Segundo Yasmin Curzi, professora da FGV que pesquisa discurso de ódio, o objetivo dessas contas geralmente não é mudar o voto de alguém de forma direta.
“Obviamente, o bot interfere no debate público, mas não necessariamente ele consegue converter de fato eleitores. Ainda não é possível traçar um link exato entre ‘foi a rede social que elegeu'”, afirma Curzi.
De acordo com a pesquisadora, o bot serve para reforçar viés de confirmação. “Na verdade, o bot serve para viés de confirmação. Ele vai influenciar pessoas que já têm uma posição política definida ou que já estão em um determinado espectro político”, completa a especialista.
A série do G1 também explicará como funcionam as pesquisas eleitorais, o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso. O conteúdo traz orientações práticas para votar e aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores.





