Calor e seca elevam risco de mosca-branca na safra de soja 2026/27

El Niño favorece infestação da praga, exigindo monitoramento intenso nas lavouras

Calor e seca elevam risco de mosca-branca na safra de soja 2026/27
Mosca-branca é favorecida por condições de seca e calor extremo

A safra de soja 2026/27 pode enfrentar maior pressão da mosca-branca, favorecida por condições de seca e calor extremo associadas ao El Niño.

A safra de soja 2026/27 pode enfrentar maior pressão da mosca-branca, favorecida por condições de seca e calor extremo associadas ao El Niño.

O cenário exige atenção ao monitoramento das lavouras e ao momento de entrada com inseticidas, principalmente no início das infestações.

Especialistas apontam que as condições climáticas adversas criam um ambiente propício para a proliferação da praga. A combinação de temperaturas elevadas e déficit hídrico acelera o ciclo reprodutivo do inseto e reduz a capacidade de resistência natural das plantas.

O monitoramento periódico das lavouras é recomendado como primeira medida de controle. Produtores devem observar a presença do inseto nas folhas, especialmente nas camadas mais baixas das plantas, onde a mosca-branca encontra condições ideais de umidade.

O controle químico deve ser acionado quando as infestações começam a se estabelecer, evitando assim danos maiores à produtividade. O timing de aplicação dos inseticidas é fundamental para maximizar a eficácia do tratamento e reduzir custos adicionais.

Além do controle direto, práticas de manejo integrado de pragas também são indicadas. Isso inclui limpeza de máquinas, eliminação de plantas voluntárias e rotação de culturas nas próximas safras.

Os produtores devem intensificar o acompanhamento das lavouras durante o período crítico de desenvolvimento da soja, que corresponde aos estágios vegetativo e reprodutivo inicial, quando a planta é mais sensível aos danos causados pela mosca-branca.