Sergio Cardoso aponta que o principal risco é a redução do volume disponível para exportação

Analista da cadeia de arroz aponta que El Niño mais intenso em 2027 pode reduzir volume para exportação e pressionar preços globais
A perspectiva de um El Niño mais intenso em 2027 coloca em alerta analistas do setor agrícola quanto aos impactos na disponibilidade global de alimentos, particularmente no mercado de arroz.
Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, o cenário não necessariamente provocará escassez generalizada do cereal. O foco da preocupação recai sobre a redução do volume disponível para exportação.
“O principal risco não está necessariamente em uma falta generalizada do cereal, mas na redução do volume disponível para exportação e na pressão sobre os preços caso diferentes regiões produtoras sejam afetadas ao mesmo tempo”, afirmou Cardoso.
O analista ressalta que a oferta global de arroz depende do equilíbrio delicado entre três fatores: produção interna de cada país, estoques disponíveis e fluxos do comércio internacional. A intensificação do El Niño pode comprometer esse equilíbrio.
Casos de afetar simultaneamente regiões produtoras importantes, a redução das exportações tende a elevar os preços no mercado internacional. Isso ocorreria porque a quantidade de arroz disponível para transações entre países diminuiria, criando pressão inflacionária no commodity.
O fenômeno climático El Niño provoca alterações nos padrões de precipitação e temperatura em diferentes partes do globo, afetando particularmente a produção agrícola em regiões tropicais e subtropicais. Países asiáticos como Vietnã, Tailândia e Índia são responsáveis pela maior parte das exportações mundiais de arroz.
O alerta de Cardoso busca orientar investidores, traders e formuladores de políticas públicas sobre a necessidade de atenção redobrada ao monitoramento da produção e dos estoques estratégicos de arroz nos próximos meses, em preparação para possíveis volatilidades no mercado internacional do cereal em 2027.





