Zema elogia Mendonça e critica Moraes em campanha presidencial

Candidato do Novo afirmou que STF se transformou num 'balcão de negócios'

Zema elogia Mendonça e critica Moraes em campanha presidencial
Romeu Zema (Novo) durante entrevista nesta quinta (3). Foto: Reprodução/TV Jovem Pan — 1 de 1
Romeu Zema (Novo) durante entrevista nesta quinta (3) — Foto: Reprodução/TV Jovem Pan

O candidato à Presidência Romeu Zema elogiou André Mendonça e atacou Alexandre de Moraes em entrevista à TV Jovem Pan nesta quinta-feira.

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) elogiou nesta quinta-feira (3) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e atacou o também ministro Alexandre de Moraes, durante entrevista à TV Jovem Pan.

Zema referiu-se à abertura de sigilo de investigações da Polícia Federal sobre o caso Master, revelado nesta semana, que mostrou troca de mensagens entre um ex-banqueiro preso e Moraes.

“Estamos vivendo uma crise de credibilidade do Supremo. E lembrando que lá tem ministros bons. Vou citar aqui o André Mendonça, que, na minha opinião, é um exemplo de postura.”

O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o STF se transformou num “balcão de negócios”. De acordo com Zema, ministros que cometeram irregularidades deveriam ter pedido demissão.

“Se os ministros que fizeram o que fizeram tivessem um pouco de brio, já teriam pedido conta de seus cargos.”

Zema comparou a situação ao exercício de atividades privadas. Mencionou supostamente consultoria jurídica que Moraes teria oferecido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Se alguém quer ficar milionário, nada contra, mas vá abrir um escritório de advocacia e preste serviços – e não fique como um consultor jurídico, como nós vimos antes de ontem, como ele [Moraes] estava para o maior bandido banqueiro da história, que é o senhor Daniel Vorcaro, dando consultoria, um ministro do Supremo.”

O candidato do Novo prometeu mudanças caso eleito. Zema disse que acabará com decisões monocráticas no STF. Afirmou que escolherá ministros acima de 60 anos a partir de uma lista tríplice, elaborada com lideranças dos Três Poderes, Ministério Público, OAB e outras autoridades.