Zema critica fim da taxação de compras internacionais sem contrapartidas

Candidato à Presidência classifica medida aprovada pelo Senado como absurda e prejudicial ao varejo brasileiro

Zema critica fim da taxação de compras internacionais sem contrapartidas
Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP Foto: Reprodução/TV Globo — 1 de 1
Romeu Zema se reúne com empresários do grupo varejista em SP. — Foto: Reprodução/TV Globo

Candidato à Presidência Romeu Zema criticou nesta sexta-feira o fim da taxação de compras internacionais de até US$ 50

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou nesta sexta-feira (4) o fim da taxação das compras internacionais de até US$ 50 sem contrapartidas para empresas brasileiras. Ele participou de um encontro com representantes da União Santa Ifigênia, que reúne comerciantes e empresários do setor varejista, no Centro de São Paulo. A roda de conversa durou cerca de uma hora.

Na quinta-feira (3), o Senado aprovou a medida provisória que acaba com a cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto segue para sanção presidencial.

A medida também prevê um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros, como forma de mitigação.

Durante o encontro, o ex-governador de Minas Gerais classificou a medida como um “absurdo” por criar, segundo ele, uma concorrência desleal com empresas brasileiras.

“Quem está lá fora não enfrenta nada dessas dificuldades e coloca o produto aqui sem pagar nada de custo do Brasil. Quem está aqui gerando emprego, pagando imposto, não tem o mesmo tratamento. A questão de isonomia é fundamental, e nós não estamos tendo esse governo”, pontuou Zema.

Na avaliação de Zema, o governo atual não oferece às empresas nacionais as mesmas condições de competitividade que as compras importadas pela internet receberão com a isenção do imposto.