Crise no STF entra no centro da disputa presidencial entre Lula e Flávio

Campanha de Flávio pretende ampliar ataques ao ministro Alexandre de Moraes enquanto aliados de Lula defendem distância do magistrado

Crise no STF entra no centro da disputa presidencial entre Lula e Flávio
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) redefinem estratégias de campanha com crise no Supremo — 1 de 1
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução

A crise no STF divide as campanhas presidenciais. Lula busca distância de Moraes enquanto Flávio pretende ampliar ataques ao ministro.

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) alterou o eixo da campanha presidencial de 2026, forçando as candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a reposicionar suas estratégias frente aos conflitos institucionais envolvendo ministros da corte.

Parte da equipe de campanha de Lula defende que o presidente mantenha distância do ministro Alexandre de Moraes. Aliados do candidato à reeleição avaliam que o cargo presidencial limita sua capacidade de fazer críticas diretas ao magistrado, segundo pessoas próximas à candidatura.

A campanha de Flávio Bolsonaro segue direção contrária. De acordo com avaliação do entorno do candidato, a estratégia é ampliar os ataques a Moraes tanto no discurso quanto na propaganda eleitoral. Pessoas próximas a Flávio acreditam que quanto mais tempo a crise permanecer no debate público, melhor para suas chances eleitorais.

Ao mesmo tempo, há preocupação dentro da campanha de Flávio. Assessores alertam que o avanço das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” pode acabar atingindo pessoas próximas ao candidato.

A tensão entre os dois lados intensificou-se após a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, ocorrida um dia depois de seu afastamento ordenado pelo ministro André Mendonça. O governo precisou atuar institucionalmente, com um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra o afastamento da cúpula da PF.

Na quarta-feira (9), Lula aumentou o tom da crítica. O presidente defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, buscando maior transparência sobre as apurações em andamento.

Os movimentos das campanhas refletem como questões institucionais ganharam peso na disputa eleitoral, moldando as narrativas de ambos os candidatos e influenciando decisões sobre comunicação e posicionamento público nas próximas semanas.