Ex-diretor da Wilmar alerta para anomalia climática como principal fator de risco

Segundo ex-diretor da Wilmar, anomalia climática do El Niño e queda de estoques indianos deverão elevar pressão nos preços do açúcar.
A anomalia climática do El Niño e a redução dos estoques de açúcar na Índia deverão criar as condições para um mercado “super quente”, segundo o ex-diretor da Wilmar. A avaliação foi feita em Nova York no dia 14 de setembro.
Para o executivo, os dois fatores representam os maiores riscos para transformar o açúcar em uma commodity de alta volatilidade. A Índia é um dos principais produtores e consumidores globais de açúcar, e a redução de seus estoques afeta diretamente o equilíbrio da oferta mundial.
O El Niño, fenômeno oceânico-atmosférico que altera os padrões climáticos globais, pode impactar as safras de cana-de-açúcar em regiões produtoras estratégicas. A combinação desses dois elementos pressiona o mercado em direção a preços mais elevados.
O setor sucroenergia acompanha com atenção as projeções climáticas e os dados de estoque, que servem como indicadores para decisões de plantio e negociação de contratos futuros. A volatilidade do açúcar afeta desde produtores brasileiros até consumidores finais de alimentos e bebidas.





