IBC-Br cai 0,2% em julho e abre espaço para Copom manter cortes da Selic

Indicador de atividade econômica do Banco Central mostra desaceleração em julho

IBC-Br cai 0,2% em julho e abre espaço para Copom manter cortes da Selic
Comércio no Rio de Janeiro: queda do IBC-Br reflete desaceleração econômica

O IBC-Br registrou queda de 0,2% em julho, confirmando desaceleração da economia e criando espaço para o Copom dar continuidade ao ciclo de redução da Selic.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,2% em julho, confirmando sinais de desaceleração da economia brasileira.

A retração do indicador, que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), oferece subsídios para que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha o ciclo de redução da taxa Selic, conforme avaliam economistas.

O IBC-Br é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Banco Central para acompanhar a trajetória da atividade econômica entre os períodos de divulgação oficial do PIB. A queda do indicador em julho segue uma sequência de dados que refletem arrefecimento do crescimento econômico.

A desaceleração observada no IBC-Br contrasta com momentos anteriores de expansão mais robusta. O resultado de julho reforça a visão de analistas de que há espaço para continuidade nas reduções de juros, movimento iniciado pelo Copom em suas reuniões recentes.

O Banco Central utiliza o IBC-Br como indicador coincidente da atividade econômica. A série histórica do índice permite ao Copom avaliar em tempo próximo ao real como se comporta a economia, informando decisões sobre a política monetária.

Novos dados sobre a atividade econômica devem ser divulgados em sequência, permitindo avaliar se a desaceleração de julho se mantém ou se há recuperação. O próximo encontro do Copom está agendado para definir novos rumos da Selic.