A psicóloga Marisa Lobo relembrou sua participação em uma mobilização realizada em Brasília, em 2015, que teve como uma das principais pautas a discussão sobre o uso medicinal do canabidiol e sua reclassificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com Marisa, a iniciativa surgiu da necessidade de separar o debate sobre o canabidiol medicinal das discussões relacionadas à legalização da maconha. Para ela, era necessário apresentar à sociedade informações científicas sobre a substância e esclarecer que o canabidiol possui características e aplicações que não devem ser confundidas simplesmente com o uso da maconha.
Durante o período, Marisa afirma ter participado da organização de dois seminários em Brasília. Os encontros abordaram a maconha e o canabidiol, com o objetivo de ampliar o debate e apresentar informações científicas sobre as possibilidades de utilização medicinal do CBD.
Segundo a psicóloga, a mobilização também contou com articulação política em Brasília e buscou contribuir para a mudança da classificação do canabidiol, permitindo posteriormente que pacientes que necessitam da substância pudessem ter acesso ao tratamento dentro das normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias.
“Eu fiz dois seminários sobre maconha e sobre o canabidiol, para desmistificar esse negócio de que canabidiol é a mesma coisa que maconha”, relembra Marisa.
Ela afirma que participou diretamente do movimento pela reclassificação junto à Anvisa e destaca que a discussão tinha como principal preocupação as famílias que buscavam alternativas de tratamento para seus familiares.
Para Marisa Lobo, resgatar essa trajetória é também uma forma de lembrar que o debate sobre uso medicinal do canabidiol possui uma história própria e envolve questões relacionadas à saúde, pesquisa científica, regulamentação e acesso a tratamentos.





