PT busca pacificar ambiente político no Nordeste antes de giro de Lula

Edinho Silva converse com lideranças em Alagoas e Pernambuco para evitar confrontos durante atos presidenciais com candidatos a governador.

PT busca pacificar ambiente político no Nordeste antes de giro de Lula
Presidente Lula e prefeito João Campos em evento do PSB. Foto: Rodolfo Loepert/PSB/Reprodução/Instagram/@joaocampos

PT articula conversas com lideranças políticas locais antes da passagem de Lula pelo Nordeste em atos de campanha em Alagoas e Pernambuco.

O presidente do PT, Edinho Silva, realizou conversas com lideranças políticas em Alagoas e Pernambuco antes do giro de Lula pelo Nordeste. As articulações buscaram pacificar o ambiente político local antes da chegada do presidente para atos de campanha.

Em Alagoas, Edinho Silva conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e com o senador JHC (PSDB-AL). Em Pernambuco, o presidente do PT encontrou-se com a governadora Raquel Lyra (PSD-PE).

O objetivo das conversas era evitar que os atos presidenciais piorem o ambiente de confronto local ou fechem canais de diálogo com lideranças que mantêm relação com o Planalto, conforme apurado.

Em Alagoas, Lula fará campanha ao lado de Renan Filho (MDB), que disputa o governo contra JHC. Arthur Lira integra o grupo político do adversário dos Calheiros, o que poderia criar tensionamento durante a passagem presidencial.

Em Pernambuco, o presidente deve prestigiar João Campos, seu candidato ao governo, mas a orientação da campanha é evitar ataques à governadora Lyra. O presidente mantém uma relação institucional com Lyra, apesar de apoiar seu adversário nas urnas. A ida ao Recife era cobrada pela campanha de Campos, que via na presença de Lula uma oportunidade para impulsionar a candidatura.

Lula ainda lidera no Nordeste, mas pesquisas recentes mostram redução de sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na região. A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro já chegou a ser de 31 pontos percentuais. Atualmente, essa distância caiu para 22 pontos percentuais, o que tem incomodado a campanha petista. O cálculo da campanha é que recuperar parte dessa distância pode ser decisivo em uma eleição apertada.