Criança foi localizada em lixo no Recanto das Emas após denúncia de incêndio. Companheiro da mulher também foi detido.

Mulher, 35, e companheiro, 56, foram presos em flagrante. Polícia localizou corpo com placenta e cordão umbilical após atendimento a incêndio.
Um recém-nascido foi encontrado carbonizado em lixo e entulho na Quadra 402 do Recanto das Emas, no Distrito Federal, na sexta-feira (25). A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender a uma ocorrência de incêndio na região. O corpo era de um menino que ainda estava com a placenta e o cordão umbilical, segundo a polícia.
A mãe da criança, de 35 anos, e o companheiro dela, de 56, foram presos em flagrante por infanticídio. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso.
A mulher foi identificada após a análise de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao local. Ela foi encontrada em casa, onde estava com o companheiro, a poucos metros do ponto em que o corpo havia sido deixado. Foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico e posteriormente levada à delegacia.
Em depoimento, a mulher afirmou que sentiu fortes cólicas e foi ao banheiro, onde o bebê teria nascido. “Segundo a versão apresentada à polícia, a criança já estava morta. A mãe disse ainda que não sabia o que fazer com o corpo e, por isso, colocou o recém-nascido em um saco plástico e o descartou no lixo.”
Segundo informações divulgadas pela PMDF, a mulher negou ter colocado fogo no corpo. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) deverá ajudar a determinar se o recém-nascido já estava morto quando foi descartado ou se apresentava sinais de vida.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Zander Vieira Pacheco, as gravações de câmeras de segurança mostram a mulher saindo de casa com uma sacola e indo até a região onde o recém-nascido posteriormente foi encontrado. A Polícia Civil também investiga a participação do companheiro da mulher. Segundo o delegado, imagens indicam que ele teria apontado o local para ela, o que pode indicar que tinha conhecimento da situação. O homem afirmou à polícia que não é o pai do bebê.
A casa onde o casal morava também deve passar por perícia. O laudo do Instituto Médico-Legal será fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte da criança e confirmar ou desmentir a versão apresentada pela mãe durante o interrogatório.







