Chanceler iraniano afirma que medidas exigidas já constam de memorando assinado em junho entre os dois países

O Irã apresentou um plano de sete dias aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o chanceler Abbas Araqchi na sede da ONU
O Irã apresentou aos Estados Unidos um plano “concreto” de sete dias para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, durante coletiva de imprensa na sede da Organização das Nações Unidas nesta sexta-feira (25 de setembro).
“Se as condições necessárias forem atendidas, o estreito poderá ser reaberto e a passagem marítima normal restaurada em sete dias. A decisão agora cabe aos Estados Unidos”, afirmou Araqchi aos repórteres.
O chanceler iraniano enfatizou que as medidas exigidas dos EUA não são inovações. De acordo com Araqchi, todas elas já estão previstas no memorando de entendimento assinado entre Irã e Estados Unidos em junho de 2026.
O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, localizada entre o Irã e a Península Arábica, e representa uma rota crítica para o transporte de petróleo e gás natural no Golfo Pérsico. O bloqueio ou restrição da passagem afeta o comércio global e os preços de energia internacionais.
As negociações entre Irã e Estados Unidos sobre a reabertura da passagem fazem parte de esforços mais amplos para resolver tensões entre os dois países. O memorando de junho já havia estabelecido um marco para possíveis acordos entre as partes, segundo declarações anteriores de autoridades iranianas.
A declaração de Araqchi sinaliza que o Irã considera cumpridas suas obrigações negociais e aguarda uma resposta concreta dos Estados Unidos nos próximos dias.






