Tribunal faz parceria com órgãos de monitoramento e recebe boletins diários sobre focos de queimadas e seca na região Norte

O TRE do Pará divulgou desafios de logística para as eleições de 2026 diante da previsão do fenômeno El Niño que aumenta risco de seca e queimadas.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará divulgou nesta quinta-feira (1º) os desafios de logística para as eleições de 2026 diante da previsão do fenômeno El Niño, que indica aumento do risco de seca e queimadas na região Norte.
A Justiça Eleitoral firmou parceria com órgãos de monitoramento e criou um protocolo para tentar evitar que eventos extremos prejudiquem a chegada das urnas e das equipes aos locais de votação. Segundo o diretor-geral do TRE-PA, Bruno Giorgi Almeida, o tribunal passou a receber boletins diários sobre as condições do tempo, focos de queimadas e possibilidade de ocorrências que possam comprometer a logística eleitoral. O monitoramento é feito em parceria com órgãos como Censipam, Semas, Inmet e Defesa Civil.
“Pela primeira vez, fizemos parceria com os órgãos de monitoramento, para entendermos como está a nossa realidade. Tendo em vista que na eleição passada houve uma seca muito intensa e houve queimadas. Estamos recebendo boletins diários do tempo sobre focos e possibilidades de queimadas”, disse Giorgi Almeida.
O impacto das condições climáticas já apareceu durante a preparação para o pleito. Giorgi citou uma situação registrada no Baixo Amazonas, onde uma equipe informou ao tribunal que uma balsa não conseguia passar por determinados trechos devido ao baixo nível do rio. A solução foi adaptar a logística de transporte das urnas e equipamentos.
“A solução foi enviar motos em cima de barcos pequenos. Depois que chegam em um determinado local que a embarcação não consegue passar, a equipe segue com as urnas e equipamentos montados na moto”, explicou o diretor-geral.
Segundo Giorgi, o episódio mostra como as condições ambientais podem interferir diretamente no direito ao voto. “Então, para vocês terem uma ideia do como o clima impacta na democracia aqui no estado do Pará. Ele pode deixar uma região sem votar, se a gente não tiver uma boa logística e uma boa criatividade”, afirmou.
A operação no estado utiliza diferentes meios de transporte para atender os 144 municípios paraenses, incluindo veículos terrestres, embarcações, aviões e helicópteros. Conforme o planejamento apresentado pelo TRE, o Pará tem 5.919 locais de votação, incluindo áreas rurais, comunidades ribeirinhas, quilombolas e aldeias indígenas.
A preocupação com eventos climáticos também levou o tribunal a aprovar o Plano de Ação para Enfrentamento de Situações de Emergência decorrentes de calamidades e desastres ambientais. A medida prevê, entre outras ações, o mapeamento de rotas alternativas e remoção preventiva de equipamentos em caso de risco iminente.







